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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Encontrando equilíbrio

Sabe quando ficamos sufocados de raiva, achando que tudo pelo que lutamos está dando errado, que todo aquele esforço e trabalho árduo não está sendo reconhecido e valorizado devidamente, que o mundo está cheio de pessoas indigestas e invejosas que existem apenas para nos tirar do sério?

Calma!!!!!!!! Respira fundo, relaxa e ventila. Não deixa essa angústia e raiva dentro de você! Vá ler um livro, repetir um mantra, conversar com um amigo, escrever, dançar, falar, gritar se preciso - mesmo que seja sozinho! É ai que a gente percebe que tudo o que estávamos sentindo era verdade, mas estava aumentado pela lente da paixão.

Realmente tem gente que só existe para encher a paciência alheia. Algumas vezes, por mais cuidado que nós tenhamos em planejar detalhadamente tudo, as coisas não vão sair exatamente como previsto! Talvez não sejamos reconhecidos como deveria... mas e daí?

Somos maiores do que isso!!! Esse tipo de coisa, picuinha e rapapés só nos atinge se permitirmos!!! Por isso, amigos, ventilem seus medos, amores, frustrações, conquistas, ódios e reflexões. Aqui pode ser um dos lugares, então, sejam bem vindos ao ventilador!!!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Aparência importa?

O que fazer quando, apesar de suas boas qualificações, a aparência conta pontos negativos e dificulta sua inserção no mercado de trabalho na sua área de atuação.


Estamos cansados de saber que não se deve julgar o livro pela capa, certo? Mas não é bem assim que a vida real funciona na prática. Mesmo sendo proibido, o selecionador sempre irá julgar a aparência e a adequação do candidato ao cargo e empresa pretendidos. Isso é correto? Em alguns casos sim. Ético? Nem sempre.

Até que ponto o quesito aparência é importante para a empresa e para a sua contratação? Não estou falando de beleza pura e simplesmente, ou de piercings e tatuagens. Falo da aparência em si. Cabelos, unhas, roupas, aspecto pessoal (descansado, alegre, energético, deprimido, sorumbático), esse tipo de coisa. Então o que seria a aparência aceitável?

É fato que uma pessoa sem a aparência correta pode prejudicar uma empresa. Não ficaria bem ter o Marilyn Manson como atendente da emergência de um hospital, não acham? A imagem dele é, em si, chocante demais. Mas uma mulher estilo pin-up, com roupas dos anos 50, cabelos volumosos, tatuagens poderia ser contratada como aeromoça? Sim, porque não. Sua aparência não comprometeria a qualidade de seu trabalho.

Há limites e bases para um julgamento? Sim. Quais seriam? Isso é subjetivo, e é aí que mora o perigo. Saber qual é o limite e como agir diante de um candidato de aparência não convencional é complicado. Eu considero os seguintes pontos quanto à aparência: ele teria uma imagem ofensiva para a empresa e seus clientes? Causaria repulsa? Incomodaria ou espantaria os clientes? Isso respondido, tomo minha decisão.

Alijar, cercear, discriminar alguém porque ele não é do jeito que eu gostaria ou estou acostumada não é do meu feitio, e creio que isso seja preconceito. Mas convenhamos, ter uma aparência “original” pode prejudicar sim a pessoa, principalmente em algumas áreas de atuação (saúde, por exemplo).

Porém, não se pode descriminar uma candidata porque ela tem os cabelos cacheados e você prefere que as moças tenham cabelos lisos ou escovados, por exemplo. Isso seria uma tentativa de padronização da beleza, onde o aceitável é o convencional ou o seu ponto de vista, nada mais.

Isso não é preconceito? Creio que sim, mas a lei brasileira penaliza apenas a discriminação quanto à raça, credo, gênero e deficiência física (dentro dos limites do possível). Há também a proibição da exigência de “boa aparência” nos anúncios de empregos, mas isso não ajuda muito.

Então o que fazer? Perder sua personalidade e se padronizar ou manter sua peculiaridade e enfrentar as dificuldades a mais que a aparência pode trazer na busca de um emprego? Eu prefiro a segunda opção. Não por uma questão de coragem ou vocação para mártir, mas porque a padronização forçada é falsa e acaba violentando a pessoa que se submete a fingir ser de um jeito que ela não é.  Se sujeitar ou obrigar alguém a isso é cruel e antiético.

Contudo existem dicas de apresentação em uma entrevista de emprego úteis para todo tipo de gente, limpeza por exemplo. Esteja limpo! Banho tomado, desodorante em dia, dente escovado, hálito fresco, cabelo bem lavado, unhas bem cuidadas (inclusive homens) e usando roupas limpas. Não importa se você tem dread no cabelo, tatuagem na testa, 20 piercings pelo corpo e vá à entrevista de jeans e camiseta, esteja sempre limpinho.

Ânimo, bom humor, desenvoltura e sorriso no rosto. Não precisa ser o Bozo ou o Silvo Santos, mas seja simpático. Não atrase. Comunique-se com gentileza e assertividade. Talvez a sua aparência não agrade, mas se for o profissional de qualidade que eles estão procurando, você será considerado para o cargo. Então, boa sorte!


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Desafio da liderança: como liderar pessoas mais velhas e experientes que você

Esse assunto está cada vez mais em evidência devido à grande escala de profissionais de diferentes idades trabalhando juntos nas empresas hoje. É cada vez mais comum jovens de menos de 30 anos liderando equipes com funcionários mais velhos. E isso não é ruim.
  
Os jovens, sempre em busca de novos desafios, ousam mais, estão ligados em novidades tecnológicas que podem trazer grande diferencial para a empresa, além de facilitar a vida do grupo, e estão mais dispostos a escutar e aprender com os outros (inclusive com os profissionais mais experientes, que têm muito a ensinar também) no dia a dia do trabalho.
  
Então, como desenvolver uma liderança justa, firme e eficiente sendo o mais novo do grupo e visto com muita desconfiança – e às vezes até rancor – pelos seus liderados? Tendo muita paciência, sabendo trabalhar em equipe, escutando o que o grupo tem a dizer, contribuir, reivindicar e, principalmente, sendo competente no que faz.
  
Não fique buscando aprovação alheia só porque está inseguro por causa da sua diferença de idade (de experiência, de background, etc).  Seja firme, mas sem perder a doçura. Se não fosse capaz, não estaria onde está agora, ou pelo menos não ficará por aí por muito tempo. Por isso, confie em sua capacidade de fazer as coisas e de repassar o que é para ser feito de forma clara.
  
Cobre respeito e o cumprimento de suas determinações. Caso haja um funcionário que não esteja colaborando ou que esteja desafiando sua autoridade de líder, chame-o para uma conversa particular. Fale com segurança e calma, olhando diretamente para ele. Pergunte sem rodeios o porquê daquele comportamento, se ele tem algo contra você ou o que o está incomodando.
  
Escute a resposta atentamente e explique que está ali por mérito e porque tem muito a contribuir com o crescimento da empresa e de cada um que faz parte dela, inclusive o funcionário em questão. Deixe claro que não tem a intenção de passar por cima ou ofender quem quer que seja ali dentro, pois o seu objetivo na empresa é trabalhar, crescer, desenvolver carreiras e com isso alcançar o sucesso.
Depois disso, leve ao conhecimento do resto do grupo, sem causar constrangimentos, o ocorrido e, se necessário, explique para todos o seu propósito como líder. È importante se mostrar aberto ao diálogo, acessível e sempre que possível dar feedbacks para a sua equipe.
  
Com o tempo, a diferença de idade deixa de ser uma questão. Em empresas grandiosas, e muito jovens, como a Google e a Facebook, isso já é rotina - os mais jovens ocupam cargos de liderança enquanto a maioria dos mais velhos é liderada por eles. E tudo isso sem traumas ou neuras. Afinal de contas, não é por causa da idade que alguém deve assumir ou ser promovido a um cargo de chefia.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Conquiste seu espaço, cresça profissionalmente, foque sua carreira no mundo digital

Já pensou em direcionar o foco da sua carreira para o mundo on-line? Pois é, essa pode ser uma ótima oportunidade! 

Hoje em dia usamos a internet para quase tudo: relacionamentos, serviços variados (banco, compras, pagamentos), controlar o peso, saber das novidades, etc. É inegável a facilitação de vida que ela traz e a economia de horas que nos proporciona, encurtando distâncias, driblando o tempo. Se já fazemos tantas coisas na internet, se confiamos cada vez mais nossas vidas ao meio on-line, porque não direcionarmos nossas carreiras para ele também?


O mundo mudou e com ele também o mercado de trabalho. Tida antes como um quebra galho para muitos, a internet é hoje mais um meio para desenvolvimento de carreiras. Contudo, ainda existe muita relutância ou ingenuidade em aceitá-la como foco para conquistar uma carreira conceituada.


Não vou falar aqui de profissões novas criadas exclusivamente para internet, como analista de rede, programadores, entre outros. Falarei de profissões tradicionais que estão migrando com muito sucesso para o mundo on-line.


Os mercados musical, cinematográfico, televisivo, literário, educacional, de consultoria e afins são bons exemplos dessa mudança. Hoje é comum nós termos arte, livros, séries e novelas feitas exclusivamente para internet, além de músicas, quadrinhos e filmes lançados primeiro no meio virtual.


A internet se tornou o caminho escolhido por muitos profissionais de áreas tradicionais que viram nela a oportunidade para a realização profissional. Oportunidades de grandes lucros, maior liberdade, desafio e comodidade para os trabalhadores são os principais atrativos, além da possibilidade de trabalhar em casa (o que nem sempre acontece).


Mas não pense na internet como um canal alternativo ou um plano B. Desenvolver uma carreira nesse meio não tem nada de virtual. Dedique-se, estude, pesquise a linguagem, o funcionamento, a dinâmica, invente novos aplicativos e caminhos. Seja criativo, interativo, inovador. Seja aplicado e 100% focado. Decida-se e invista seu tempo nisso. Não tenha medo de ousar e ser diferente.


E dá para ganhar dinheiro com internet? A pergunta é velha, mas a resposta melhora a cada ano. Sim, dá! E não só com publicidade, mas no atendimento de demandas reprimidas.


Demanda crescente
Novos fatores da acessibilidade brasileira estão ajudando a impulsionar essas mudanças. Primeiro, o acesso à internet e a computadores pela população mais pobre aumentou significantemente nos últimos anos. Segundo, a qualidade desse acesso melhorou muito para todas as classes sociais, hoje contamos com conexões mais estáveis e velozes no país.


De acordo com dados do Ibope Nielsen Online, chegou a 58,6 milhões o número de pessoas com acesso à internet no Brasil. Só no primeiro trimestre desse ano houve um aumento de 14%, em relação ao mesmo período em 2010, no número de brasileiros com acesso à internet em casa ou no trabalho.


Outro fator foi a popularização dos tablets, que deve aquecer o mercado editorial on-line, dando assim mais oportunidades para quem construiu carreira na internet. Já é possível observar escritores que criam suas obras em uma linguagem mais familiar e ágil exclusivamente para o mercado on-line. O mesmo acontece com filmes, quadrinhos, jornais, revistas, TV, rádios, lojas, escolas, etc que já nasceram na internet e seguem o perfil desse meio.


São dados muito significativos que comprovam a necessidade de novos profissionais on-line para atender as demandas desse novo mercado. Mas não se engane, esse mercado de trabalho não é para qualquer um. Tem que ter estrutura física e mental para agüentar o ritmo. A alta velocidade e a interatividade desse meio influem e transformam bastante a dinâmica de trabalho dos profissionais nele inseridos.


Então se você ainda não conseguiu se realizar no mundo off-line, talvez a internet seja o seu caminho, vale investir. Mas apenas no caso de falta de oportunidade, porque incompetência também não é tolerada na rede!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Qual é a real diferença entre cursar uma faculdade de “grife” e uma sem fama?

Não é de hoje que escuto recrutadores, empresários e até alunos falando que jamais estudariam ou contratariam pessoas que se formassem em certas faculdades. Alguns chegam ao cúmulo de querer apenas estudantes de uma ou duas instituições consideradas de grife e discriminarem todo o resto na hora de selecionarem estagiários e funcionários. Mas até que ponto cursar uma faculdade famosa faz diferença na sua formação? Renome e tradição são garantias de qualidade de ensino e inovação?

Verdade seja dita, existe muita faculdade picareta por aí. Aquelas casca de banana: escorregou na porta já passou no vestibular. Isso quando tem vestibular! Mas nem por isso os currículos de estudantes e graduados egressos de instituições relativamente novas devem ser discriminados e ignorados em seleções para oportunidades profissionais (testes e entrevistas existem justamente para escolher os melhores candidatos, não é mesmo?). Nome somente não determina a qualidade de uma instituição. Algumas universidades de grande tradição e prestígio estão deixando a desejar enquanto novas faculdades estão fazendo um ótimo  trabalho educacional.

Universidades famosas podem ser tanto públicas, federais em geral, quanto particulares. Mas é importante destacar que nem sempre essa grife condiz com a boa qualidade de TODOS os cursos oferecidos por elas. Dependendo do curso não há vantagem nenhuma em se estudar lá. (Não vou abordar aqui a dificuldade de ser aprovado em provas e vestibulares porque acho que isso não existe. Quer passar? Estuda. Há diversas maneiras de se preparar gratuitamente para essas seleções, estudando o programa das provas em bibliotecas públicas e participando de grupos de estudo on e off line, por exemplo.)

Reputação é construída, mas pode ser simulada. Tradição é bom, mas o novo também é, e pode surpreender. Então, como decidir onde estudar? Não é pelo valor da mensalidade nem pela dificuldade do vestibular. O que deve ser avaliado é a qualidade dos professores, da grade de disciplinas, do ensino, do campus e das práticas de iniciação científica. Às vezes, a universidade pode ser ótima, mas o programa de estudo não atende às suas expectativas e necessidades profissionais (o seu curso é mais teórico em uma, e você prefere uma faculdade que estimule mais a prática ou a pesquisa nesse mesmo curso).

Não acredite em propagandas, mais vale a opinião que os próprios alunos do lugar compartilham nos seus perfis no Twitter, Facebook e afins. Visite aquelas que mais te interessaram, agende uma conversa com o coordenador(a) do seu curso. Pesquise a reputação on-line das instituições em canais de reclamação e até na justiça. Converse com amigos e parentes sobre suas possíveis escolhas. Analise e compare as notas das universidades em avaliações nacionais e internacionais. Descubra qual é a posição das concorrentes no mundo. As faculdades que você está buscando investem em inovação, pesquisas e desenvolvimento? Contribuem para melhorar o mundo?

Com essas respostas em mãos você já terá um parâmetro para avaliar qual(is) será(ão) sua(s) eleita(s), independente de fama. Qual é a que melhor te atende em quesitos de ensino, trabalho e cultura. Terá também argumentos para debater com recrutadores, caso se decida por uma universidade ainda sem grife, e comprovar a sua qualidade e da instituição que escolheu para estudar. Isso conta muitos pontos em qualquer entrevista.

Não seja seduzido apenas pela fama, busque qualidade e diferencial. Destaque-se da maioria e opte por estudar onde você sabe que tem qualidade. Dessa forma, você ainda pode contribuir para a construção da grife dessa faculdade ao ser um ótimo aluno e divulgar para o todos o quão boa é a sua instituição. 

domingo, 3 de julho de 2011

Empresas ainda patinam na retenção da geração Y

A geração Y começa a invadir as empresas. Mas as corporações ainda patinam quando a tarefa é reter esses profissionais de até 33 anos.
É o que afirmam especialistas da área de recursos humanos e gestores de dez grandes empresas no Brasil consultados pela Folha.
"A geração Y é mais imediatista do que as demais, e as empresas ainda estão aprendendo a segurar os melhores", diz Rodrigo Vianna, diretor da consultoria Hays.
Diferentemente das gerações anteriores, salários altos não bastam para reter jovens como Sandra Mancini, 25, que trocou de emprego em janeiro deste ano.


Rodrigo Capote/Folhapress
Sandra Mancini, analista da Natura, mudou de emprego em busca de mais desafios
Sandra Mancini, analista da Natura, mudou de emprego em busca de mais desafios
A analista de informação deixou o trabalho de três anos em uma das maiores consultorias de gestão no mundo e migrou para a Natura, de higiene pessoal.
"A consultoria é excelente, oferecia salários e bônus bastante agressivos e eu estava envolvida com projetos por lá. Mas optei por buscar novos desafios e ambiente estimulante de trabalho", conta.
Mais do que remuneração diferenciada, jovens como ela precisam de desafios para sentirem-se parte da corporação, avaliam consultores.
"Ainda existe uma estrutura muito hierarquizada na progressão da carreira dentro das corporações, e o jovem profissional percebe que pode demorar muito para evoluir para cargos mais altos", explica Thaís Blanco, consultora da Aon Hewitt.
Desafios e 'feedback' viram diferenciais
Mesmo em um mercado dinâmico como o de tecnologia da informação, em que a rotatividade é elevada, e com diversas propostas de emprego, o analista Claudio Thalisson, 24, vai completar três anos na Coelce, distribuidora de energia no Ceará.
"Existem opções fora, mas aqui posso desenvolver projetos importantes", diz ele, que preparou um sistema on-line para a organização de relatórios internos -área considerada, até então, um problema para a organização.
O programa criado por Thalisson é parte de uma iniciativa da Coelce para reter jovens. Chamada Bolsa InovAções, ela é semelhante a uma Bolsa de Valores.
Os funcionários avaliam as propostas e dão pontos para o seu desenvolvimento. As ideias com ações mais altas são premiadas com celulares, computadores e viagens.
O desafio para os profissionais também pode vir na forma de promoção, como o que ocorreu com Gustavo Mariotto, 23. Estudante de sistemas de informação, aplicou conhecimentos como supervisor de marketing digital na Viajanet e, em um ano, foi promovido a gerente.
"Já recusei propostas porque aqui tenho um projeto ambicioso para tocar."
Feedback
É por essa gana de crescer profissionalmente que benefícios como "mentoring", em que profissionais mais experientes dão "feedback" aos novatos, são muitas vezes melhor avaliados do que financiamento de carros e computadores e parcerias para pacotes de viagem.
O laboratório Sabin, que tem 56% dos funcionários da geração Y, oferece todas essas opções e, segundo Juliana Ribeiro, gerente de gestão de pessoas, um dos melhores mecanismos de retenção é o "feedback" intensivo.
"A geração Y quer também um bom líder como modelo", diz Thaís Blanco, da Aon Hewitt. Segundo ela, empresas e funcionários têm aprendido juntos como tornar uma estrutura rígida em algo mais atrativo para os jovens.
Até gigantes como a Petrobras, que tem 11.043 pessoas com até 30 anos em seu quadro de funcionários, buscam formas de reter profissionais da geração Y.
A empresa contratou consultoria para avaliar a satisfação profissional desse público e deverá utilizar os resultados na elaboração de políticas de recursos humanos.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Jovens estão preocupados em ter vida profissional e pessoal equilibrada

Infomoney
Para os profissionais de 18 a 29 anos, o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal é uma preocupação constante. Um estudo realizado pela GfK revela que 59% dos jovens estão frequentemente ou quase sempre preocupados em conciliar esses dois lados.
 Em seguida, aparece a preocupação com nível de estresse no trabalho e com as ferramentas para realizar efetivamente seu trabalho, ambas com 53% das respostas. A segurança no trabalho também foi apontada, chegando a 50%.
 As preocupações que apresentaram menos indicações foram a pressão para realizar longas jornadas, com 42%, e a saúde pessoal, com 46%.
 Outros países
No total, foram entrevistados profissionais de 29 países, como França, Portugal, EUA, Canadá, México, Peru. Segundo o resultado global, 40% dos jovens estão preocupados com nível de estresse no trabalho. O equilíbrio entre a vida pessoal e profissional aparece em segundo lugar, com 39%.
Na sequência dos temas que mais causam preocupações, estão a segurança no trabalho (33%), a pressão para realizar longas jornadas (1%) e saúde pessoal (32%).
Infelicidade
Os dados revelam ainda que, em alguns países, pressões de trabalho estão afetando o bem-estar da geração mais jovem de trabalhadores e que a recessão teve impacto negativo nas aspirações de muitos. De acordo com a pesquisa, por causa da economia, 37% deles foram forçados a aceitar um trabalho com o qual estão infelizes.
Entre os brasileiros, a porcentagem de jovens nessa situação é bem mais baixa (27%). “Isso reflete bem a situação econômica favorável do Brasil nos últimos anos, com um mercado de trabalho bastante aquecido”, avalia a diretora da Unidade de Satisfação e Lealdade da GfK Brasil, Daniela Salles.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

O Brasil é o novo destino para profissionais estrangeiros qualificados em busca de oportunidades de emprego

O Brasil tornou-se tendência por ter sobrevivido às últimas crises que assolaram o mundo sem grande impacto na economia. Muito pelo contrário, a pujança produtiva e o boom do mercado do país impressionam. Mas também pudera, o Brasil está muito acostumado a lidar e sobreviver a crises. A nossa experiência e resiliência nos ajudou a superar mais essas e fez do país um alvo para profissionais estrangeiros qualificados em busca de trabalho.

Segundo o Ministério do Trabalho e Renda (MTR), em 2010 houve um aumento de 30% no número de pedidos de visto de trabalho no Brasil em relação a 2009. A regular situação financeira que o Brasil se encontra hoje é um dos chamarizes para trabalhadores estrangeiros de qualidade e também brasileiros expatriados que estão sem emprego nos países em crise – como Portugal, Irlanda, Grécia, EUA – migrarem ou retornarem para cá. Outros fatores importantes na geração de todo esse interesse são a proximidade da realização de grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, além do descobrimento das reservas do pré-sal.

Os investidores estrangeiros também enxergam boas oportunidades aqui. Eles apostam na demanda por infra-estrutura, aumento de investimento na indústria, e nos setores de energia, óleo e gás. Várias multinacionais que desejam se inserir no mercado brasileiro mandam funcionários responsáveis especificamente pela implantação das mesmas no Brasil e pelo treinamento de seus novos funcionários locais. Terminadas essas tarefas, eles voltam para o país de origem. Por isso, de acordo com o MTR, cerca de 90% das autorizações para trabalhar no Brasil são temporárias. Mas isso está mudando.

Nosso país já atraía profissionais das áreas de gestão, construção civil e engenharia devido a uma escassez desses por aqui, mas agora todos os tipos de profissionais estão encarando o Brasil como uma oportunidade de crescimento. A maioria das autorizações de trabalho permanentes concedidas no Brasil em 2010 foram para administradores, diretores, gerentes e executivos com poderes de gestão, ainda segundo o MTR.

Não bastava a escassez de bons postos de trabalho que vivemos agora, apesar da bonança econômica, vamos enfrentar uma realidade européia: atração de mão de obra estrangeira para concorrer como mercado interno. Isso é bom? Até que ponto é válido? Temos condições de acolher esses estrangeiros e os nossos profissionais no nosso mercado de trabalho atual?