quinta-feira, 14 de julho de 2011

Qual é a real diferença entre cursar uma faculdade de “grife” e uma sem fama?

Não é de hoje que escuto recrutadores, empresários e até alunos falando que jamais estudariam ou contratariam pessoas que se formassem em certas faculdades. Alguns chegam ao cúmulo de querer apenas estudantes de uma ou duas instituições consideradas de grife e discriminarem todo o resto na hora de selecionarem estagiários e funcionários. Mas até que ponto cursar uma faculdade famosa faz diferença na sua formação? Renome e tradição são garantias de qualidade de ensino e inovação?

Verdade seja dita, existe muita faculdade picareta por aí. Aquelas casca de banana: escorregou na porta já passou no vestibular. Isso quando tem vestibular! Mas nem por isso os currículos de estudantes e graduados egressos de instituições relativamente novas devem ser discriminados e ignorados em seleções para oportunidades profissionais (testes e entrevistas existem justamente para escolher os melhores candidatos, não é mesmo?). Nome somente não determina a qualidade de uma instituição. Algumas universidades de grande tradição e prestígio estão deixando a desejar enquanto novas faculdades estão fazendo um ótimo  trabalho educacional.

Universidades famosas podem ser tanto públicas, federais em geral, quanto particulares. Mas é importante destacar que nem sempre essa grife condiz com a boa qualidade de TODOS os cursos oferecidos por elas. Dependendo do curso não há vantagem nenhuma em se estudar lá. (Não vou abordar aqui a dificuldade de ser aprovado em provas e vestibulares porque acho que isso não existe. Quer passar? Estuda. Há diversas maneiras de se preparar gratuitamente para essas seleções, estudando o programa das provas em bibliotecas públicas e participando de grupos de estudo on e off line, por exemplo.)

Reputação é construída, mas pode ser simulada. Tradição é bom, mas o novo também é, e pode surpreender. Então, como decidir onde estudar? Não é pelo valor da mensalidade nem pela dificuldade do vestibular. O que deve ser avaliado é a qualidade dos professores, da grade de disciplinas, do ensino, do campus e das práticas de iniciação científica. Às vezes, a universidade pode ser ótima, mas o programa de estudo não atende às suas expectativas e necessidades profissionais (o seu curso é mais teórico em uma, e você prefere uma faculdade que estimule mais a prática ou a pesquisa nesse mesmo curso).

Não acredite em propagandas, mais vale a opinião que os próprios alunos do lugar compartilham nos seus perfis no Twitter, Facebook e afins. Visite aquelas que mais te interessaram, agende uma conversa com o coordenador(a) do seu curso. Pesquise a reputação on-line das instituições em canais de reclamação e até na justiça. Converse com amigos e parentes sobre suas possíveis escolhas. Analise e compare as notas das universidades em avaliações nacionais e internacionais. Descubra qual é a posição das concorrentes no mundo. As faculdades que você está buscando investem em inovação, pesquisas e desenvolvimento? Contribuem para melhorar o mundo?

Com essas respostas em mãos você já terá um parâmetro para avaliar qual(is) será(ão) sua(s) eleita(s), independente de fama. Qual é a que melhor te atende em quesitos de ensino, trabalho e cultura. Terá também argumentos para debater com recrutadores, caso se decida por uma universidade ainda sem grife, e comprovar a sua qualidade e da instituição que escolheu para estudar. Isso conta muitos pontos em qualquer entrevista.

Não seja seduzido apenas pela fama, busque qualidade e diferencial. Destaque-se da maioria e opte por estudar onde você sabe que tem qualidade. Dessa forma, você ainda pode contribuir para a construção da grife dessa faculdade ao ser um ótimo aluno e divulgar para o todos o quão boa é a sua instituição. 

134 comentários:

  1. A faculdade ajuda, mas nem tanto.
    Quem tem tal tipo de preconceito, e nem chama para entrevistas pessoas formadas "em certas faculdades", está cometendo um erro grosseiro.
    Alguém pode muito bem estudar em uma péssima faculdade, ou numa faculdade não renomada, e por esforço próprio (estudando sozinho), ser um ótimo profissional.
    Se um recrutador faz isto, no mínimo eu diria que ele está cometendo um erro estratégico.

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  2. Concordo plenamente! Vc viu o que eu falei no final do texto sobre os argumentos na hora da entrevista? É por isso!

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  3. E inclusive, temos de levar mais além. Na minha àrea, TI, existe muita gente extremamente competente que nunca entrou em uma faculdade. Aprenderam sozinhos, por vocação (eu sou um deles - modéstia à parte). Até tentei fazer uma faculdade, mas vi que estava jogando meu dinheiro fora, pois nada que estava sendo ensinado lá era novidade para mim. Então, estava cursando apenas pelo "canudo"...
    Além disso, sou um profissional de mais idade (36 anos), e estava junto com jovens na casa dos 19, 20 anos, cuja maioria só estava lá para pegar o diploma no final do curso pelo fato de a àrea de TI ter bons salários.
    Já fui barrado em várias oportunidades por causa da minha falta de diploma.
    Mas será que um diploma substitui 20 anos de experiência, atualização constante (todo dia eu estudo alguma tecnologia nova) e resolução de problemas?
    Eu acho que não... mas os recrutadores acham que sim...
    E hoje em dia não tenho esperança alguma de que qualquer grande empresa vá contratar-me.
    Dê uma olhadinha no meu perfil e pergunte se você vai ver gente formada com as experiência que eu tive. Verá sim, e serão minoria.

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  4. Certamente a "grife" não forma bons profissionais.
    Profissional é aquele que dedica-se ao aprendizado independentemente da qualidade menor ou maior dos mestres.
    Simplesmente procura saber.
    Hoje nota-se alguns profissionais que estão "colocados" por Q.I., "Quem Indicou", com ou sem bagagem profissional, critério ou ciencia.
    Nem sempre sabem o que fazem, mas estão lá.

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  5. Infelizmente ainda temos que lidar com a praga do QI, João. Não que indicações sejam de todo ruins. Elas são referências muito importantes quando se está querendo um profissional para a sua empresa. Mas são apenas referências e não garantia de que a pessoa indicada vai conseguir o cargo sem ter a qualificação necessária ou levando desleal vantagem frente aos concorrentes.
    Mas estudar em uma universidade de qualidade - com grife ou não -, onde os professores são preparados e os estudantes constantemente incentivados, faz toda a diferença. Por melhor que o estudante seja e por mais esforço que ele faça, ele não terá grandes chances de sucesso quando estuda em uma faculdade picareta. Ele mesmo sabe disso e acaba cursando tal instituição apenas pelo diploma. E isso não leva ninguém a nada.

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  6. Tem um exemplo para você entender aqui no Maranhão, faço MBA na FGV ISAN eas pessoas que frequentam os cursos desta instiuição são pessoas que são donos das empresas ou de cargo de liderança,assim o Network faz as coisas acontecerem como novas oportunidades em outras empresas, crescimento pela divulgação das empresas em sala de aula e virou referencia na hora de contratar assim acontece pelo Brasil todo aonde a FGV esta. Alem claro do renome que a Instituição e os professores tem.

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  7. Oi Lucineia, eu entendo bem a questão do networking, mas acho que ele funciona para qualquer curso em qualquer faculdade. O que quis mostrar no texto é que nem todos os cursos de faculdades prestigiadas são de qualidade, e nem toda faculdade que ainda não tem grife é ruim. Por isso sugeri aos estudantes fazerem uma seleção rigorosa entre as faculdades de seu interesse antes de ingressarem em uma. Dessa forma, decepções e arrependimentos são mais difíceis de acontecer. Nesse processo de escolha eles podem descobrir que uma faculdade "sem grife" de sua cidade tem muito mais qualidade de ensino do que aquela famosa que todos conhecem.

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  8. Cara Christina,
    Teóricamente, faculdades de grife, possuem professores mais qualificados. Porém, nem sempre um mestre com PHD é um bom professor. Vai depender muito do interesse do aluno. Vc pode estudar em uma faculdade de grife, tirar sempre o mínimo necessário e profissionalmente estacionar. E outros, poderão estudar numa faculdade sem grife e ter sucesso profissional. Acredito que o sucesso vem da competência de cada um.
    Abraços

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  9. Foi exatamente isso que eu expliquei no texto, Luiz. Grife não é garantia de melhor ensino ou professores, e a atuação do aluno também é fundamental para determinar o seu sucesso na academia e na carreira. Espero que tenha gostado da leitura!
    Abs!

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  10. A diferença está na competência das pessoas, mas muitas vezes os contratantes preferem não arriscar. Hoje em dia compram-se produtos e os alunos de faculdades de topo estão na prateleira dos mais vendáveis.

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  11. Concordo, João! Muitos contratantes não "arriscam" e acabam perdendo a oportunidade de possuir um profissional de ponta! Quem perde é a empresa (em inovação, diversidade e tecnologia), pois bons profissionais sempre encontram seu caminho para o sucesso no mercado. Como você mesmo disse, alunos (os melhores, é claro) no topo como os mais vendáveis!
    Abs!

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  12. Conheço muita gente que cursou facul top e na prática....bem na prática não merece nem comentario. Quem faz a facul é o profissional perante o mercado.

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  13. Olha Christina, já ouvi esta história de grife depois do fenomeno das faculdades pagas que estão abrindo todos os dias. Fiz pós graduação em uma instutuição que os professores sempre falavam que nós estávamos cursanto o supra sumo dos cursos mas no final das contas achei que o tal curso tinha mais a desejar que agregar.
    No final das contas o que realmente importa para o sucesso do profissional é o relacionamento que tem na sua área de atuação, experiencia de mercado.

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  14. Exatamente, Luciennni! Tem muita instituição por aí com grife demais e qualidade de menos. Eu passei por esse dilema quando fiz minha pós também. A diferença de preço entre elas era gritante e o conteúdo muito parecido. Mas não basta ter uma boa grade curricular, tem que ter bons mestres que saibam passar o conhecimento. E essa é o X da questão, essas faculdades (não todas!) têm doutores como professores que não sabem transmitir o conhecimento que possuem. Passei por isso, é frustrante.
    Você resumiu muito bem duas das mais importantes chaves do sucesso profissional, relacionamento e experiência!
    Abs!

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  15. Este comentário foi removido pelo autor.

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  16. Acho que é importante você fazer uma pesquisa sobre a faculdade que você pretende cursar. Verificar sua situação no MEC, validade do diploma, tempo de existência do curso, se os professores são profissionais da área e suas experiências. Feito isso, independente da instituição, a postura do aluno é importante: além do curso superior escolhido, é preciso rechear o CV com cursos complementares, informática, línguas, habilidades inerentes a área e, quando possível estágios.

    Espero que tenha ajudado.

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  17. Oi Hugo! Foi mais ou menos isso que eu disse no texto, mas gostei do seu toque para os alunos investirem também em formação extracurricular. Lembro agora também da importância vital dos estágios para os alunos, e quando não conseguirem um estágio remunerado, invistam em iniciativas do terceiro setor ou no voluntariado. Experiência conta muito para os recém-formados obterem rápida colocação no mercado de trabalho.
    Espero que tenha gostado da leitura e continue acompanhando o blog!
    Abs!

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  18. Eu sou "anfíbio": estudei em universidades de "grife" (USP e UNESP) e ministro aulas em uma faculdade relativamente sem fama. Percebo, com o passar dos anos, que as funções que assumi em minha carreira profissional estão diretamente vinculadas ao meu desempenho funcional e aos cursos complementares que realizei. Os meus alunos encontram uma certa dificuldade, no primeiro emprego, mas depois de iniciada a carreira, seguem suas atividades de acordo com os mesmos parâmetros que percebi na minha carreira. Resumo: é melhor fazer uma faculdade conhecida (pela vivência acadêmica, por ter companheiros de estudo mais focados), mas um curso em faculdade sem fama não compromete o desempenho profissional de quem trabalha bem.

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  19. Ney, fico feliz em ouvir que seus alunos não estão encontrando problema para serem selecionados em vagas de trabalho. Concordo que algumas faculdades de grife possuem qualidade superior a outras "desconhecidas" (principalmente aquelas picaretas), mas muitas faculdades sem fama têm qualidade igual ou superior às famosinhas da moda. O que conta muito também é o emprenho do aluno durante sua formação acadêmica. Algumas universidades que ainda não têm muita tradição estão surpreendendo e fazendo um ótimo trabalho educacional com ajuda de alunos e professores. Isso é o que importa, não é?!
    Abs!

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  20. diga-me com quem andas e te direi quem és ?

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  21. Como eu já disse no texto, Vicente, não é tão simples assim. Grife não é garantia de qualidade ou excelência acadêmica. Dependendo do curso, não vale a pena ingressar em uma faculdade famosa comum e desprezar outra que não tem tradição no mercado, mas domina o investimento em geração de novos conhecimentos na área desse determinado curso. O jeito é pesquisar bastante e analisar cuidadosamente todas as opções antes de se decidir. Espero que tenha gostado da leitura do blog!
    Abs!

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  22. Eu nunca havia entrado em nenhuma discussão por aqui, mas seu tema me chamou tanto a atenção que tive que vir responder. Simplesmente porque não existe faculdade “de marca” ou “sem marca”. Existem boas faculdades e faculdades ruins. Eu tenho muita honra em dizer que me formei na PUC e fiz duas pós-graduações (UFMG e PUC). Isso fez diferença em quem eu sou hoje, e como me comporto perante a sociedade onde vivo, minhas ações e reações dentro deste meio, minhas posturas, meus princípios. Universidade ajuda SIM e MUITO na formação de caráter. E sou TERMINAMTEMENTE contra esta “proliferação“ indiscriminada de Faculdades por ai. O Brasil não precisa disso. Precisa de técnicos, e de educação de qualidade. Esta coisa de que todo mundo tem que ter a chance de cursar a faculdade é uma ilusão sem tamanho. O cara gasta MUITA GRANA e ANOS de sacrifício para se formar e no fim ver que não valeu de nada. Porque é isso que tem acontecido hoje. Universitários deixam de ser promessas para o futuro do Brasil e passam a ser problemas sociais.

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  23. Não existe faculde de grife, mas sim faculdade de prestigio, por exemplo, eu me lembro de um anuncio no Jornal - "Contrata-se Engenheiros - Dispensamos formados na Kennedy" - A qualidade do curso conta, e dizer o contrário é o mesmo que dizer que a prova da OAB, não vale de nada. Ela mede a capacidade dos formados em relação a qualidade dos curso da faculdades de direito, se medicina tivesse uma prova, não haveria tantos médicos picaretas, que pagam R$ 2.500,00 de mensalidade, só para ter um diploma e poder assinar um receita de um remédio qualquer.

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  24. Karen, concordo com vários pontos do seu comentário. Infelizmente essa história de grife existe sim, e inclusive muitas faculdades ruins têm grife. Outras faculdades são boas em um curso e ruins em outros. A UFMG é um exemplo disso, ela é maravilhosa em certos cursos (medicina, odontologia, engenharias, direito, veterinárias e etc) e um desastre em outros como o jornalismo (infra-estrutura ruim, falta de matérias atualizadas e etc).
    Eu também sou contra essa proliferação desenfreada de faculdades que estamos presenciando no país. A grande maioria dessas instituições vende ilusões e serviços vagabundos para estudantes desavisados ou desesperados. Por isso salientei no texto a importância de se pesquisar bastante as faculdades de seu interesse antes de fazer o vestibular.
    Acredito que a qualidade da faculdade tem papel fundamental na formação crescimento do aluno, mas esse precisa colaborar também e honrar com o seu desempenho a faculdade em que estuda.
    Obrigada pelo comentário! Espero que tenha gostado da leitura!

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  25. Luiz,
    Eu também me lembro desse anúncio. Os alunos se sentiram ofendidos, mas acredito que sem razão, pois foram eles quem optaram por ingressar em uma faculdade comprovadamente sem qualidade. Sou a favor de provas como as da OAB e acho que todas as profissões deveriam ter esse tipo de exame comprobatório de requisitos mínimos para exercer a profissão. Isso evitaria que bom alunos de boa faculdades que não têm prestígio fossem discriminados em processos seletivos.
    Eu me graduei em uma universidade tradicional e de bastante prestígio na minha área de atuação, mas já trabalhei com gente formada em faculdades sem fama que eram ótimos profissionais. Melhores até do que muitos colegas de trabalho que vieram de faculdades de ponta! Por isso passei a averiguar a qualidade da faculdade antes da grife quando vou contratar alguém. E vem funcionando muito bem.
    Obrigada pelo comentário! Espero que tenha gostado da leitura!

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  26. Tem que avaliar o profissional, simplesmente. Bill Gates terminou a faculdade depois de ter ficado muito, mas muito rico. Steve Jobs não tem faculdade e o Lula também. Tem que querer, ter garra, ir a luta, fazer acontecer.

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  27. Concordo Miguel. Acho que formação universitária é muito importante, mas a educação (seja técnica ou auto didata) é que é vital para o crescimento intelectual, social, cultural e profissional das pessoas.

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  28. Acho que o importante é o profissional, é verdade que a estrutura da faculdade pode fazer diferença, mas se o profissional estiver ciente disso e correr atras isso poderá ser minimizado.

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  29. Concordo, Danielly. Eu sugeri no texto que uma pesquisa detalhada fosse feita pelo estudante antes de escolher em quais faculdades vai prestar vestibular justamente para evitar que ele não se decepcione ou seja prejudicado pela ineficiência do ensino na instituição que ingressar.

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  30. Para recém-formados faz alguma. No Brasil, depois de uns 5 anos de mercado não muda muita coisa. No País, você estuda porque gosta - não espere reconhecimento por isso.

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  31. Interessante a sua colocação, Roberto. Isso deve acontecer porque sempre que o recém-formado ingressa no mercado de trabalho e comprova o seu valor (independente de grife de faculdade), ele passa a ser desejado pelos demais empregadores e começa a ganhar reconhecimento.
    Estudar no Brasil é para quem gosta mesmo. Não há incentivos do governo em educação, mas há reconhecimento do mercado sim. Pelo menos nos dias de hoje. Fora a satisfação pessoal, essa não tem preço! Eu não quero parar de estudar nunca!
    Abs!

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  32. No mundo ideal, a faculdade quem faz é você.
    Essa seria a forma ideal, porque independente da "marca" da faculdade que vc fez, o conteúdo e aprendizado depende exclusivamente do seu nível de interesse e busca pessoal. Ex.: vc acabou de aprender sobre técnicas de como transmitir sensações através das cores. Após essa aula, vc tem duas opções, ou fica feliz com o que aprendeu e passa para a próxima, ou se interessa pelo assunto e busca mais informações para enriquecer seu conhecimento.
    Pensando assim, podemos concluir que a "marca" não importa, e sim o interesse que fará dele um profissional diferenciado no mercado.
    Mas infelizmente não vivemos no mundo ideal e tudo isso pode ser desconsiderado na hora de uma empresa contratar, e acreditem não é só competência que estará em jogo mas principalmente o seu network.
    A conseqüência (putz acabaram com a trema, mas eu gosto dela e ficará aí) disso, é a maior facilidade de empregabilidade para quem possui formação em faculdades de "grife", "marca" ou "tradicional na área".
    Só para citar o meu exemplo pessoal: Fiz Publicidade no Mackenzie, uma faculdade boa e de grife, mas o curso Publicidade e Criação não era conhecido no mercado, e por isso perdia para profissionais formados pela ECA ou FAAP, embora a estrutura do Mackenzie era igual ou até mesmo superior as outras (Em 98 já possuía um laboratório de artes gráficas, com três salas equipadas com macintosh e aulas para aprendizado dos softwares líderes na época - Photoshop, Flash, Dreamwaver, Fireworks, QuarkExpress e Freehand, com algumas diferenças, pois todos foram comprados pela Adobe, uso esse conhecimento até hoje).
    Mesmo com tudo isso, passei por algumas entrevistas em que o entrevistador "torcia o nariz" com o fato de eu ser do mackenzie e não da FAAP por exemplo.
    Em outras empresas, o fato de ser mackenzista abria portas porque o dono também estudou lá embora não na mesma área.
    Em resumo: Quem faz a faculdade é vc, e a qualidade do que se aprende depende muito do seu interesse, mas que a "grife" ajuda a abrir portas, disso eu não tenho dúvidas.
    Guto Leirião
    Publicitário da j2 Comunicação e Design

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  33. Repetindo o Agostinho, faculdade quem faz é você! De fato a melhor faculdade é aquela que você cursou DE VERDADE, ou seja, se entregou ao conhecimento, se aprofundou nos estudos, se empenhou nos relacionamentos (tá, tá... inclusive no boteco, nas ficadas e nos namoros... rs rs). MAS, como profissional de marketing educacional, conheço levantamentos sobre conceitos e preconceitos sobre marcas das instituições de ensino, junto aos profissionais que contratam (decisão gerencial), sobre os profissionais que recrutam (analistas de RH), entre outros. De fato, a seleção sempre leva em conta o origem de formação do candidato. Porém, não é fator decisivo. A experiência, o equilíbrio emocional e o modo de comportamento do candidato é que definem a sua contratação. Como eu sempre digo em palestras e aulas, importante não é a marca de onde você escolheu estudar, mas fazer decentemente o curso e dar continuidade com uma boa pós-graduação e cursos de especialização complementares. As instituições, por sua vez, devem empreender tarefa de modo constante para melhorar sua prestação de serviços, além de promover corretamente e amplamente suas marcas e produtos, pois o mercado é absurdamente concorrencial e a escola que parou no tempo, sob os louros do passado... morrerá, como tem acontecido com muita frequencia (falência e fusões/aquisições), em especial no ensino superior. Portanto, é importante a "grife", sim. Mas é possível equilibrar um curso superior numa faculdade com menor grau de presença de marca na mente dos consumidores (grife menor, preço menor), com uma pós mais chamativa. É minha dica. Sucesso, sempre! Bira Castellano www.biracastellano.com.br

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  34. Boa, Guto! Também acho que o aluno é responsável por grande parte da sua educação em uma faculdade. Não adianta estar em uma instituição excelente e ser um aluno medíocre. O ideal pode não ser realidade ainda, porém vejo muito recém-formado de faculdades sem grife conseguindo, graças à sua competência, se firmar no mercado. Em um dos comentários, escreveram que após cinco anos de carreira ninguém mais liga para qual faculdade você fez. Eu acho que faz sentido. Grife abre portas, mas competência também.
    Abs!

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  35. Repetindo o Agostinho, faculdade quem faz é você! De fato a melhor faculdade é aquela que você cursou DE VERDADE, ou seja, se entregou ao conhecimento, se aprofundou nos estudos, se empenhou nos relacionamentos (tá, tá... inclusive no boteco, nas ficadas e nos namoros... rs rs). MAS, como profissional de marketing educacional, conheço levantamentos sobre conceitos e preconceitos sobre marcas das instituições de ensino, junto aos profissionais que contratam (decisão gerencial), sobre os profissionais que recrutam (analistas de RH), entre outros. De fato, a seleção sempre leva em conta o origem de formação do candidato. Porém, não é fator decisivo. A experiência, o equilíbrio emocional e o modo de comportamento do candidato é que definem a sua contratação. Como eu sempre digo em palestras e aulas, importante não é a marca de onde você escolheu estudar, mas fazer decentemente o curso e dar continuidade com uma boa pós-graduação e cursos de especialização complementares. As instituições, por sua vez, devem empreender tarefa de modo constante para melhorar sua prestação de serviços, além de promover corretamente e amplamente suas marcas e produtos, pois o mercado é absurdamente concorrencial e a escola que parou no tempo, sob os louros do passado... morrerá, como tem acontecido com muita frequencia (falência e fusões/aquisições), em especial no ensino superior. Portanto, é importante a "grife", sim. Mas é possível equilibrar um curso superior numa faculdade com menor grau de presença de marca na mente dos consumidores (grife menor, preço menor), com uma pós mais chamativa. É minha dica. Sucesso, sempre! Bira Castellano www.biracastellano.com.br

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  36. Dica legal, Bira! Vale pagar menos pela graduação (desde que tenha qualidade!) e investir uma grana maior na pós, quando a gente já está em um situação financeira melhor (ou não...). O que pega é a questão do preconceito que muitos recém-formados sofrem nesses processos seletivos. Muitos nem são chamados ou têm seus currículos lidos justamente por conta do branding da faculdade que cursaram. Se eles são chamados para a seleção, como você mesmo disse, outros fatores sã avaliados e o processo é mais justo.
    Gostei do fato de você ter falado sobre a responsabilidade da faculdade investir em melhoras no serviço e também em promoção do seus trabalhos. No mundo das recomendações em que vivemos, prestar um bom serviço já é uma ferramenta de promoção importante. Nada como uma reputação ilibada para alcançar o status (ou seria grife?! rs) de superioridade.
    Sucesso pra vc tb!
    Abs!

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  37. Isso que me assusta no Brasil Rico,o baixo nível dos selecionadores, a ignorância do Brasil com dinheiro consegue superar a do Brasil do terceiro mundo, pós ditadura, etc. Há um atrás tinham preconceito com a FAAP pois era fraca e cara, destinada a Elite que não conseguiu passar na USP. O curso de comunicação de artes do Mackenzie era tradicionalíssimo (apesar da fama se dever a épocas aureas pois a qualidade já não era lá essas coisas). O que posso dizer é que na maioria das vezes ter estudado seja em boas instituições, ou nas de fama, é indiferente, pois o baixo nível cultural do entrevistador sempre te causará algum problema, seja por desconhecimento, inveja, etc. Após estudar no mackenzie estudei na NYU e fiz vários cursos na Parsons e nem por isso abriu portas para uma entrevista se quer, mudei até de área por conta disso. Assim o mais importante e vc além de ser criativo ser perceptivo e ter um ótimo network, o que nos dias de hoje é muito mais democrático. De qualquer maneiro hoje está com o aquecimento econômico e globalização tudo está pelo menos mais acessível para todos.

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  38. Taíza, vamos esperar que esse aquecimento econômico traga mais luz para esses selecionadores e empresas preconceituosos se abrirem para novas possibilidades. Como disse, há muita faculdade com fama e sem tanta qualidade quanto outras que não têm esse prestígio todo na cabeça dos recrutadores. Grife não e sinônimo de excelência.
    Abs!

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  39. Concordo com a Lucineia, quanto a questão do network, mas também acredito no equívoco de alguns recrutadores que buscam formandos em faculdades de "grife" , que na verdade, estudaram la porque tiveram seus cursos pagos pelos pais e , não necessariamente são bons profissionais, como se deveria entender devido a formação oriunda de uma faculdade de "grife".Conheço exemplos de excelentes profissionais que, devido ao histórico de vida, baseada na luta por cada degrau, que mesmo com muito sacrifício para pagar faculdades mais "baratas" e acessíveis, estão a frente de altos e importantes cargos.Diferente de alguns outros que se formaram nas tais faculdades para os "bem nascidos".

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  40. Aproveito para completar:
    Concordo que a UFMG tenha cursos ruins, (a PUC também tem), mas mesmo assim elas têm algo que só escolas de longa carreira conseguem manter, que eu considero fundamental. As correntes de pensamento, filosofias de ensino, que influenciam muito no tipo de profissional que formam. Percebi isso convivendo com os profissionais das duas universidades.
    Acho extremamente oportuno ter pontuado a necessidade de se pesquisar e escolher a faculdade pela qualidade de ensino, e não pela facilidade e conveniência de tipo de seleção ou pagamento.
    Educação é algo que mexe demais comigo. Minha mãe e pedagoga, e sempre teve que brigar pela escola na qual lecionava, pela total e completa falta de apoio de governos. E agora vemos no Brasil uma enxurrada de medidas paliativas que mais parecem chacota que reais políticas educacionais, e que só fazem sucatear ainda mais o ensino neste país.
    Perdão pelos excessos e discurso.
    Muito Obrigada pela resposta.

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  41. Gostei muito da sua contribuição, Karen. Não há pelo que pedir desculpas. Eu também sou filha de educadores (acostumada a estudar por prazer, curiosidade e interesse, jamais por obrigação) e entendo muito bem o seu ponto de vista.
    O nosso governo criou e fomenta essa enganação de faculdades mil, uma em cada esquina, somente para enganar a massa, dizer que vivemos em um país igualitário onde todos conseguem pagar pequenas mensalidades para conseguir um diploma acadêmico. A importância do ensino nunca foi pauta nessa história toda. Não houve sequer uma iniciativa para melhorar o ensino fundamental (a fim de que que qualquer um tenha educação de qualidade e suficiente ara ingressar nas melhores faculdades). Ou mesmo para fiscalizar o funcionamento das faculdades existentes e cumprimento de leis reguladoras exigidas pelo MEC.
    É triste, mas é a realidade. Cabe a nós cobrar do governo, e aos estudantes cobrarem de suas faculdades. Afinal de contas, nada é de graça nesse país, e como consumidores, temos que exigir o melhor sempre. Imposto supostamente destinado para a educação é o que não falta nesse país.
    Karen, eu é que te agradeço pela rica contribuição!
    Abç!

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  42. Elisiana, os exemplos que citou me deixam satisfeita. Grife não significa qualidade. Não é porque a faculdade é barata que ela não presta. O esforço e interesse do aluno em estudar e em construir a sua educação são fatores mais importantes do que a fama da instituição.

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  43. Infelizmente no passado recente os alunos medíocres não conseguiam passar no vestibular de faculdades de ensino melhor ou de primeira linha, o que não deixava de ser ruim, pois não lhes davam oportunidades, ao boom de faculdades novas patrocinadas no príncipio pelo banco mundial para países pobres e como atualmente um ótimo investimento, hoje essa pessoa pode ter uma oportunidade de continuar seus estudos. Apesar que eu particularmente defendo que para certas profissões o autodidata resolve mais que muito formando, entre um cara medíocre formado e um autodidata talentoso já contratei o candidato da segunda opção, haja vista o Lula, José Alencar, outros grandes talentos da arte, não fizeram faculdade alguma. Já contratei ex presidiário, ex- viciados que se tornaram referência na empresa pela competência e empenho em suas atividades, e já contratei gente da USP q não correspondeu a expectativa. Mas acredito no ser humano e em sua capacidade infinita, mesmo alguém que cresceu com referências medíocres ou num ambiente menos favorecido culturalmente pode se superar. Como dizia Einstein, imaginação é mais importante que conhecimento. Qualquer preconceito econômico, social, étnico, deveria ser abolido, e coisa de ignorante, principalmente numa país como esse, mas é mais difícil desintegrar um átomo que um preconceito. Os preconceitos são a razão dos imbecis da dizia Voltaire. Espero estar viva para ver o dia em que "empresas"e "selecionadores" não sejam medíocres e que reconheçam um "Talento", e não tão mal preparados (faculdade não faz milagre), e utilizem um siglas em um papel para definir suas escolhas.

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  44. Christina, Parabéns pelo blog . Muito importante neste momento pois remete a uma idéia de Planejamento ou seja perceber as oportunidades antes delas ocorrerem e portanto se preparar para isto. A atual cultura do "alivio imediato" tem tido espaço/tempo para pesquisar bastante e analisar cuidadosamente todas as opções ?

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  45. Obrigada Vicente! Fico feliz que tenha gostado!
    Agora, respondendo sua pergunta, acho que infelizmente não, Vicente. Acredito que tempo e espaço para realizarem tal pesquisa existem, mas paciência e interesse não. O imediatismo e a ansiedade de ingressar logo em uma faculdade (qualquer) atrapalham o critério de julgamento dos estudantes.

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  46. Caros colegas,

    Vivemos um país de dicotomias. Outrora, discutíamos sobre a necessidade do diploma na área.Lembram-se? Hoje, convivemos com esse tipo de "critérios de seleção". As empresas tem suas políticas, que arquem com elas. Mas em verdade, tenho um parecer sobre o assunto. Boa parte das universidades já demonstraram por "a+b" de quem depende uma formação satisfatória. Tenho quase certeza que não é delas...

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  47. Christina, minha vivência parece dizer que o mais importante, nas faculdades da moda, é o tipo de aluno que nelas ingressam. A qualidade do corpo docente, numa faculdade menos conhecida, pode ser excelente, mas o peso das atividades extraacadêmicas é diretamente relacionada com a qualidade do alunado. Se o pessoal só se junta para o churrasco e para a balada (atividades saudáveis e desejáveis) e não tem um centro acadêmico que apresente atividades culturais, a qualidade final do profissional se rebaixa.
    Meus cumprimentos!

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  48. Rafael, concordo que uma formação satisfatória não depende 100% das faculdades. Porém, elas são elementos importantes na incitação à novas ideias, horizontes e possibilidades para seus alunos. Existem estudantes que já correm atras de novidades e informações por sei só, mas outros - bons também - precisam de um estímulo, uma indicação para vislumbrar essas alternativas enriquecedoras de crescimento acadêmico, cultural e social. Daí a importância de se estudar em faculdades de qualidade, sejam elas de grife ou não.
    Espero que tenha gostado da leitura e continue acompanhando o blog!
    Abs!

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  49. Interessante sua menção aos centros acadêmicos, grêmios e afins, Ney. Concordo com sua colocação, pois sei da importância no ensino e prática da mobilização e organização social que tais diretórios agregam. Mas as redes sociais - com suas comunidades universitárias - não seriam a evolução ou versão virtual desses centros?

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  50. Eu fiz meu primeiro grau em colégio federal (de aplicação), formei na UFJF, fiz minha pós e meu Mestrado em instituição federal e estou iniciando uma segunda especialização, agora na UFMG. Eu, que sou cria das instituições públicas federais desde muito jovem, posso dizer que uma boa formação é crucial na vida de qualquer pessoa. Quando pensamos nas faculdades renomadas, pensamos na verdade nas faculdades que mantém um nível de qualidade mais elevado, sejam públicas ou privadas (A PUC é um exemplo de privado de qualidade). Claro que mesmo na PUC e nas federais existem sim cursos com déficits, mas ainda assim se formos analisar a infra-estrutura geral, as bibliotecas, titulação dos professores, publicações e etc., nota-se o quanto estas instituições se destacam. Infelizmente em nosso país o MEC não impede com afinco a proliferação de instituições de má-qualidade que pipocam dia a dia.

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  51. A diferença não estar na fama ou não e sim se a faculdade tem conceitos, nem sempre a fama vem acompanhada de reconhecimentos acadêmicos é devido a isto que a pessoa tem que pensar muito antes se ingressar e uma faculdade é muito dinheiro para ser jogado fora.

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  52. Vanessa, não são todas as faculdades renomadas que têm um nível de qualidade elevado. Muitas delas se fiam em áureos períodos de excelência que não existem mais, porém foram responsáveis pela obtenção da grife. Já outras instituições sem fama passaram por mudanças e melhoraram bastante seus serviços.
    Por isso eu aconselho pesquisar antes de ingressar em qualquer uma, famosa ou não. Dessa forma, Emerson, o risco de se investir dinheiro em uma instituição desqualificada, seja ela pública ou particular, é bem menor.
    Obrigada pela participação no debate!
    Abs!

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  53. Complicado isso.

    Quando comecei minha carreira na área de Recursos Humanos era contra isso, até entender os processos e os proque desta tendencia por parte de alguns gestores.

    Além disso acabei conhecendo diversos professo res de universidades publicas e particulares e o desenho do senário começou a se tornar mais temerário ainda.


    Hoje em dia dependendo das condições da minha demanda darei oportunidades iguais a todoas os candidatos. Contudo com prazos apertados e exigencias grandes sei direcionar onde terei mais retorno.

    Esta é a questão, com o tempo criamos regras inconcientemente, sabemos e aprendemos onde temos maior retorno positivo e a fama da faculdade muitas vezes se controi asim.

    Triste ver qe isso cria uma espécie de segregação, que muitas vezes tem de ser superadas por falta de bons profissionais no mercado, dando chance para os estudantes e recem formados de faculdades não tão destacadas.

    Há um problema real onde diversas faculdades particulares não estão comprometidas com educação e sim com o negócio da faculdade ()Lucro), havendo meta para reprovações e DP. Este assunto é velado mas existe, não ouvi isso de uma pessoa e sim de várias e recentemente li alguns artigos sobre esta prática.

    Desta forma educar não é exigência, quem aprende é o aluno caso este queira e se esforce, contdo talvez o mesmo só vá perceber sua má foprmação no futuro, quando se comparar no emrcado com outros profissionais, neste caso e tarde e só resta pensar em uma pós.

    Triste é verdade, alunso de universidades publicas em geral possuem um perfil mais independente até onde pude notar em minha experiÊncia, são mais independentes, contudo nem sempre é assim havendo excessões.

    Não acho certo cndenar um profisional de determinada faculdade a não participar de um processo seletivo, contudo acho errado também condenar um profissional de recrutamento e seleção que busca em primeiro lugar alunso de grife, já que o mesmo tem prazo e metas a cumprir com a empresa, não com educação neste caso.

    Esta questão está levando para as empresas a necessidade de formar profissionais não adequados a elas, não seria melhor buscar melhorar a educação?
    para isso só precisamos participar e não querer um geitinho para gente, que quando estamos no procesos queremso nos formar e não ter dificuldades, mas depois vemos um absurdo e queremos mudar.


    Temso de agir como sociedade e exigir mudanças na educação, melhorias reais e não tapa buracos que nos vendem sonhos e ficam apenas neste campo de sonhos.

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  54. Bom Clauver, eu até entendo o seu lado e a necessidade de recrutar um novo profissional no tempo pré-estabelecido pela empresa. Porém acho que valeria a pena explicar para quem te pediu essa seleção que você precisa de tempo hábil para realizar o seu trabalho da melhor forma possível, analisando os currículos enviados com cuidado e entrevistando os candidatos que mais se encaixam no perfil do cargo, independente de grife de faculdade. É complicado, eu sei, e as empresas nem sempre estão dispostas a ceder e esperar um puco mais pelo novo profissional, mas é recompensador tentar. Explique que as possibilidades de turn-over são menores quando um profissional é escolhido com mais cuidado para o cargo, logo a empresa gastará menos com treinamentos.
    Você disse que com o passar do tempo acabou criando um direcionamento (pré julgamento) de em quais faculdades terá maior possibilidade de ter suas demandas atendidas. Se continuar a seguir unicamente esse julgamento acabará perdendo oportunidades de entrevistar ótimos profissionais, vindo de faculdades igualmente boas, porém sem grife. E aí, quem acaba perdendo é você e a empresa, porque esse candidato vai acabar encontrando seu lugar no mercado e se destacando, tornando-se mais caro e difícil de atrair posteriormente.

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  55. Eu pessoalmente, como gestora e contratante, acredito que na primeira filtragem e dependendo da vaga, a grife para quem está em início de carreira conte mais, porém o profissional que investe em seu crescimento profissional com bons cursos de especialização, pós e desempenho com o tempo anulam esta diferença.

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  56. Maria Heloíza, eu também acredito nisso e é o que tenho visto no mercado ultimamente. Um profissional com experiência, bons cursos extra-curriculares, iniciativas e projetos diferenciados é sempre bem aceito no mercado, tenha vindo de uma faculdade famosa ou não. Eu também avalio muito os demais aspetos do candidato, além das instituições onde estudou, quando de uma contratação. Um nome de peso até enche os olhos no começo, mas não é tudo.

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  57. Christina,

    No mundo real, percepção se torna quase tão importante quanto realidade. E a nossa percepção não se ampara só em fatos, mas especialmente em valores e paradigmas vigentes. Quando você vai procurar um médico, você também leva em consideração os hospitais em que ele trabalha, onde ele se formou e suas graduações (Mestrado e Doutorado). Estes fatores não determinam a qualidade de um médico, mas dá indícios que permitem a um leigo, chegar a um juízo de valor sobre aquele profissional.

    Da mesma forma, as pessoas se deixam influenciar pela formação, cursos e experiência dos profissionais. Tivessem Bill Gates, Steve Jobs, Mark Zuckerberg (do facebook), Samuel Klein (da Casas Bahia) ou Eike Batista procurado empregos ao invés de abrirem suas próprias empresas, eles teriam amargado muitas dificuldades como qualquer um de nós. Afinal, sequer diploma universitário eles possuem.

    Portanto, por mais injusto que achemos que seja discriminar alguém pela universidade que esta pessoa tenha feito, saiba que todos nós fazemos isto. Usamos de paradigmas, valores e percepções pré-concebidas para julgar alguém de maneira rápida e assumimos o risco por uma má contratação (ou por uma má escolha de um médico ruim). Para alguém que está começando e que possui pouco networking e parca experiência na área (com poucos resultados para demonstrar), a grife da universidade se torna infelizmente um dos poucos critérios a serem usados num processo seletivo (junto com dinâmicas de grupo que também podem passar uma imagem errada do profissional)

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  58. Olá pessoal.

    Li sobre a discussão e gostaria de comentar.

    Entre 2004 e 2007 eu passei por isso. Fiz minha pós-graduação em duas universidades diferentes. Sabia sobre esse requisito do mercado e inicialmente eu tinha essa percepção de que,"O que vale é a competência", mas, após cursar a “universidade de grife” percebi que existem diferenças, qualidade de ensino, currículo dos professores, material didático, organização, seleção curricular dos alunos, avaliação das provas, infraestrutura, etc.

    Normalmente eu costumo olhar a ementa do curso e avaliar o currículo de quem vai lecionar, mas, digo que isto é muito relativo, pois já tive aulas excelentes na ”universidade não grife”.

    Eu respeito à opinião de todos nesta discussão, mas, afirmo que há realmente diferença e destaco que as “universidades de grife” estão à frente em vários aspectos.

    Sustentabilidade e suportabilidade são razões para que sejam bem vistas pelo mercado internacional.

    Para quem pode investir numa delas, “grife”, eu o aconselho.

    Abraços
    MB

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  59. Maria Heloiza Magrin

    Um comentário a sua resposta, você diz que com o tempo outros fatores serão determinantes, como bons cursos extracurriculares e boa participação no mercado, contudo me pergunto o seguinte será que esta questão de grife apenas não se perpetua em outras áreas posteiormente?

    Na minha área conheço algumas empresas que formam excelentes profissionais, sempre que surge alguem desta determinada empresa buscando oportunidade isso chama aatenção pelos resultados obtidos anteriormente.
    Grife na pós isso acontece, assim como grife na graduação.

    Concordo com o Marcos Bernardo que diz que não é só grife mas também há um diferencial nestes alunos não é do nada que surgiu esta grife.

    Por mais banal que seja acredito que a formação anterior antes do vestibular, de sujeito, molde o tipo de profissional que mais se busca.

    Hoje em dia para entrar em uma universidade privada o candidato precisa estudar mais do que a escola fornece, só nisso o candidato muitas vezes determina um objetivo de médio prazo, divide seu tempo, organiza e estabelece metas e indicadores para acompanhar seu próprio rendimento.

    Alem disso o esforço do mesmo é visível.

    Odeio a idéia de vestibular, contudo o processo como fim faz com que a faculdade tenha um certo tipo de candidato que é amis exigido, uma caracteristica que noto demais em universidades públicas é que elas são maisteóricas, dando uma base extremamente superior a diversas faculdades particulares, que optam por ter um foco mais dinâmico e afinado com o mercado, contudo desta forma elas se tornam um excelente estudo técnico e funcional, mas que intrumenta pouco o candidato a se adaptar em diversas situações, sendo o mesmo muitas vezes tarefeiro e especifico.

    Considerando que, em hipótese minhas afirmações sem cuidados de tratamento de dados, apenas se baseando em experiências vivenciadas por mim, será que está errado em dar preferência a grifes na situação atual?

    Curioso é que nunca vi um aluno de uma boa faculdade dizer que tem dificuldade por causa da faculdade, contudo o mesmo apresenta dificuldades de acordo com suas competências e assume as falahas para si e busca solução, enquanto o utro grupo de faculdades não de grife, culpam a falta de oportunidade do mundo?

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  60. Eu compreendo, Djalma. Nós temos critérios, temos que ter, e a grife acaba sendo um deles. Mas podemos tomar consciência da constante mudança de realidade e nos manter abertos a novas possibilidades. Se temos dois recém-formados concorrendo a uma mesma vaga - um oriundo de uma faculdade famosa e tradicional, o outro vindo de uma não tão reconhecida assim - devemos dar a oportunidade para os dois serem ouvidos em entrevistas e passarem pelas dinâmicas necessárias antes de descartar um deles. É através dessa prática que podemos encontrar o próximo Gates, Jobs, Zuckerberg ou Klein.

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  61. Oi Marcos, ao longo desse debate escutei muitos alunos de universidades de grife muito decepcionados com o que lhes foi oferecido. Ouvi também alunos de faculdades sem renome, mas com muita qualidade, que estão maravilhados com a infra-estrutura, o currículo, os professores e todo o empenho pedagógico das instituições. Já falei isso algumas vezes nos comentários, mas não custa repetir: grife não é sinônimo de qualidade ou excelência de uma faculdade em todos os cursos que ministra. Vale a pena pesquisar periodicamente a qualidade das faculdades existentes no mercado a fim de averiguar a sua evolução ou declínio acadêmico ao longo dos anos. Podemos nos surpreender.

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  62. Nenhuma! Para o mecado o que conta é a experiência na solução de problemas e se ela não existe, faz-se o treinamento (trainies) independente da faculdade de origem.

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  63. Eu também acho, Fábio. O que importa é a qualidade e capacidade do profissional e não a fama de sua faculdade.
    Clauver, eu também nunca vi nenhum profissional de qualidade, vindo de ótimas faculdades ainda sem grife, reclamando de falta de oportunidade no mundo. Quem mais perde com essa prática são as empresas, não os profissionais. Esses sempre criam uma maneira de se mostrarem e comprovarem sua competência, atraindo os olhos do mercado para si. Eles são desejados e disputados após poucos anos de experiência. As dificuldades, quando existem, acontecem só no começo da carreira.

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  64. Ola Christina, certamente existe o nome da faculdade. Isso é algo que não dá para bularmos com frases feitas. Contudo, cada instituição tem suas imperfeições, portanto nem todos os cursos são 100% perfeitos. Por outro lado tem o aluno que é responsável pelo profissional que irá se tornar. Não adianta ter estudado na melhor faculdade de comunicação, por exemplo, e ter passado todos os dias avesso ao conteúdo. Entende? Existem muitos profissionais de uma mesma área por ai. Mas apenas os que amam e sabem o que fazem ganham prestígio e reconhecimento e isso independe da instituição.

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  65. Não creio. Não é por acaso que a palavra universitário tem a mesma configuração da palavra universo. As redes sociais são monótonas, pois os assuntos são definidos a priori e você se liga a um tema por escolha fria e não por envolvimento. Você só escuta o que lhe interessa escutar; só discute o que quer discutir. Curiosamente isso não é democrático: há um autoritarismo latente na escolha do tema ter sido predeterminada.
    O show, o maluco que não é da turma, o chato, o bêbado, o fortuito, o insólito são peças fundamentais no processo de amadurecimento intelectual. Rede social é para dorminhocos intelectuais e para as turminhas de entendidos. Lógico que eu exagerei e simplifiquei, mas acho que assim meu raciocínio fica mais claro.

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  66. Entendo e concordo, Carolina. Ter conteúdo e relevância hoje em dia é um diferencial! E paixão, esforço, determinação e iniciativa são fatores que ajudam a garantir o sucesso profissional de de alunos de qualquer faculdade.

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  67. Acho que está subestimando ou interpretando erroneamente as redes sociais, Ney. Elas têm interatividade em seu DNA e podem agregar fóruns de discussões, mobilizações para passeatas e solicitações, espaço para reclamações e sugestões dentro de uma comunidade acadêmica exclusivamente on-line.
    Sei que redes sociais são excludentes e, dependendo, pouco democráticas. Mas o direito de exercer sua democracia na rede, criando o seu assunto, a sua comunidade (que exclui os membros que não lhe interessam ou lhe são prazerosos), o seu reduto, existe e pode ser reivindicado a qualquer momento.

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  68. Sem dúvida, Christina. Conceitualmente falando, não há como questionar desta sua visão. Praticamente falando entretanto, às vezes surgem conflitos (como urgência de prazo) que prejudicam um selecionador a encontrar o candidato ideal pois eventualmente em busca do ótimo, não contratamos nem o bom. Voltando no exemplo do médico, a busca pelo melhor profissional (sem grifes) pode levar o paciente a morrer antes.

    Sem contar na dificuldade de se encontrar o melhor profissional dentre milhares disponíveis ou mesmo empregados, pois a motivação e a capacidade de aprendizado podem fazer toda a diferença (além do conhecimento, cursos e experiência). Acho que todos já vimos colegas que performavam mal num contexto, mas basta mudar de área, de chefe ou de empresa para a pessoa decolar. Não penso haver receita de bolo e às vezes a vida nos prega grandes ciladas para nos fazer repensar valores e paradigmas. Mas a provocação do tema é sempre válida.

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  69. Vejamos: o que você tem a dizer a respeito dos movimentos jovens de antes e de depois das redes sociais? Você compara hippies, woodstock com o quê? Não estou esquecendo o que ocorreu no mundo árabe. Mas lá, qual será realmente a influência das redes sociais? Minhas informações contrastam fortemente com o que se diz na mídia (eu escrevi um livro sobre o Oriente Médio - Irmãos Inimigos - e tenho muitos amigos por lá). Redes sociais são instrumentos, Christina. Bons instrumentos, mas incapazes de produzir uma consciência que seus participantes não possuem. No mais, democracia não é apenas o respeito aos interesses da maioria; sobretudo é o respeito ao direito de expressão das minorias. Quaisquer minorias.

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  70. Christina, no meu ponto de vista isso acontece, quando a instituição não tem referência. As de grifes que você fala devem ser as mais conhecidas, mas não só as particulares que tem uma boa visibilidade no mercado as públicas são as melhores, ou seja, não são de grife, mas se você conseguir entrar para uma delas você será bem vista.

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  71. Ney, vejo as redes sociais como local de organização e mobilização. Estendo essas qualidades à internet como um todo. Não comparo as MS aos movimentos jovens anteriores, pois acho que cada geração tem sua própria maneira de expressão e política. No nosso contexto, o Twitter, facebook e afins têm cumprido importante papel de ferramenta (instrumento, como você mesmo disse) de divulgação e protesto, além das qualidades que citei antes. Elas realmente não produzem consciência, mas, ao darem visibilidade a causas e campanhas, acabam estimulando muitos a participarem das mesmas e exercerem seus direitos democráticos. E é isso que faz a sociedade mudar, avançar, evoluir.
    Os jovens de hoje não estão acomodados, eles só se mobilizam de forma diferente.
    Quanto às minorias, elas têm bastante espaço na internet e nas redes sociais. Muito mais do que antes, pois agora também têm muito mais mídia e visibilidade, além do espaço para debaterem com o restante da sociedade.

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  72. Robson, o problema é exatamente esse. Nem toda faculdade conceituada é de grife e nem toda faculdade que tem grife é conceituada. Já as universidades públicas, em sua grande maioria, são muito conceituadas e possuem grife, mas não oferecem qualidade em todos os cursos que ministram.
    O que eu quis debater com o texto é o fato de muitas pessoas se fiarem só no status da instituição antes de decidir onde irão estudar. Outro ponto que abordei é o preconceito sofrido por essas pessoas no momento de ingressarem no mercado de trabalho.

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  73. Christina, bom dia. A questão não tem marca, e sim procedência e referência como o próprio Robson comentou. Sabemos que hoje o mercado conta com uma oferta e demanda muito grande de instituições de ensino, que sua avaliação varia em um escala de 0 a 10. E como qualquer empresa no país, temos dificuldade em mão de obra de bons professores, e em geral as faculdades não remuneram bem, não tendo incentivo de profissioanis serem educadores. E respondendo sua pergunta, acredito muito que o melhor investimento é aplicação em educação. Vale a pena cursar uma boa faculdade.

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  74. Bom dia, rifaram abertura de faculdades, acredito que cursar uma delas vem do anseio de estarmos na melhor, a demanda é enorme e ao escolher devemos fazer uma pesquisa minuciosa, quanto ao quadro de professores e a projeção da instituição no mercado. Vamos investir, então que seja nas melhores. Ajuda muito ter cursado uma instituição de projeção no mercado.

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  75. Acredito que banalizaram o que entes se chamava "vestibular". Hoje basta chegar e fazer uma pequena redação e vc já esta matriculado... Mas o que conta é a capacidade do aluno de aprender e absorver o conteúdo. Já presenciei profissionais oriundos de faculdades de "grife" que sabem muito menos que outros de faculdades "nem tanto"...

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  76. Bom dia
    Quem esta estudando em uma faculdade conceituada tem 10% ou mais chances para serem selecionados para uma entrevista. Mas na hora da entrevista que vai ser verificado a experiencia e habilidades dos candidatos

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  77. Christina, todos os comentários até agora são a favor das instituições conhecidas e com referências no mercado, mas uma coisa que pensei aqui agora sobre isso, irá criar mais discussão e reflexão sobre o assunto. :-D.... Nós temos grandes ícones, e no mundo a fora de pessoas brilhantes que não precisaram e precisão, de professores, instrutores ou coordenadores para aprender algo que é de seu interesse. Na atualidade então, com a internet que nos facilita bastante o aprendizado, não necessita tanto de uma instituição vai depender da atividade da pessoa perante aquilo que quer aprender. Com isso independe da instituição para a pessoa se informar e aprender qualquer coisa, a pessoa pode até fazer o curso em qualquer lugar, mas se dedicando irá entender mais do que a pessoal vinda de uma instituição famosa. Mas as empresas privadas no meu ponto de vista, não acham vantajoso um concurso de seleção, ou qualquer coisa do tipo, pois se não a valorização do cargo irá às alturas, como acontece com os concursos públicos.

    Então, só assim mesmo que a questão de onde o FULANO se formou seria indiferente, pois a pessoa sabe e entende do negócio.

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  78. Na verdade, se é de grife ou não, creio que não seja o mais importante. É certo que existe discriminação, mas o que realmente vale é o aprendizado. O aluno que quer, que vai atrás do conhecimento, seja na biblioteca da instituição, na internet, nas mídias impressas, nas palestras e/ou cursos extracurriculares, ele se destaca dos demais e pode obter sucesso.
    Mas uma coisa eu digo: o curso superior ficou banalizado. É tanta faculdade..., e sem qualidade.

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  79. Olá Gustavo, boa noite. Eu também acredito que que vale qualquer sacrifício e investimento estudar em uma ótima instituição, independente do fato de ela ter ou não grife. Educação sempre é o caminho e com ela o bom profissional sobressaí.

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  80. Cláudia, é isso mesmo que aconselho no texto, pesquisar as instituições antes de ingressar em qualquer uma delas. Desconfie das propagandas. Tem muita faculdade vivendo de glórias do passado e que já não tem tanta qualidade atualmente. O mesmo vale para as novas no mercado. Antes de taxarmos todas de inferiores, que tal pesquisarmos os seus recursos e métodos pedagógicos?

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  81. Ronald, concordo com você em tudo. Como falei no texto do blog, o que mais vemos hoje em dia é faculdade picareta, que nem vestibular tem. Mas uma faculdade, por melhor que ela seja (com ou sem grife), não é capaz sozinha de determinar o sucesso de seus alunos. Muito da formação acadêmica e profissional do indivíduo é ele quem busca por meio de atividades extra curriculares, leituras, debates, estágios, etc.

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  82. Boa noite, Marco Aurélio. Concordo com você. Infelizmente ainda existe no Brasil essa prática de conceituar mais um candidato somente porque ele veio de uma faculdade de grife. Se fosse só isso, estaria tudo bem, pois os demais candidatos poderiam comprovar seu potencial no momento da entrevista ou dinâmica de grupo. O problema é que tem muitas empresas que nem sequer chamam candidatos oriundos de determinadas faculdades. Acredito que com isso são elas quem acabam sendo prejudicados, pois perdem a oportunidade de encontrar um ótimo profissional por simples preconceito.

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  83. Robson e Reginaldo, sei que a internet facilita muito o acesso ao conhecimento e o aprendizado, mas jamais irá substituir as instituições de ensino. A figura do mestre (professor, guia, tutor, etc) é de extrema importância na formação de uma pessoa. Auto didatas todos somos em certas circunstâncias da vida, mas daí a dizer que o ensino formal (seja ele superior, técnico, profissionalizante, etc) é desnecessário é demais.
    Sei que atualmente existem muitas faculdades, com ou sem grife, desqualificadas no Brasil (e no mundo). Por isso salientei no texto a necessidade de se pesquisar bastante antes de escolher uma para investir o seu tempo em dinheiro a fim de se educar. Acredito que o estudo sempre vale o sacrifício e investimento.

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  84. Todos estão versando para o mesmo caminho que uma faculdade de grife abre portas, principalmente no começo da carreira profissional. Essa é a minha opinião também.

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  85. A faculdade nunca irá ditar o caminho da pessoa, se ela não tiver vontade de correr atras da informação... Isso é inegável!!!...

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  86. Frederico, também acredito que essa é a realidade no momento, apesar de discordar dessa prática. Pelo que vi até agora nos demais depoimentos, constatei que após poucos anos de mercado e com uma pós bem feita esse cenário muda completamente.

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  87. Christina,

    Lecionei por cinco anos e meio, em faculdades particulares e parei por decepção com algumas delas. Parte delas não prezam por oferecer um ensino de qualidade, mas sim em "vender" um diploma.

    Por ser um professor que cobrava muito dos alunos era mal visto, enquanto colegas diziam que era melhor passar os alunos, pois o mercado selecionaria. Em contrapartida, tive excelente impressão com pessoas com quem trabalhei e que tiveram formação no ensino público (UFMG, por exemplo) e que me impressionaram por terem se formado como excelentes profissionais, tomando para si as responsabilidades sobre o projeto que participaram.

    Muito tem a ver com a índole dos alunos também, pois tem os que só querem saber de direitos e fogem dos deveres. Só querem notas, sem fazerem por onde merece-las.

    Espero ter ajudado.

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  88. Ajudou sim, Humberto! Infelizmente a "venda" legalizada de diplomas existe em instituições que primam pela quantidade de mensalidades que irão receber no mês e não pela qualidade de seus serviços. Mas não podemos generalizar. Existem muitas faculdades particulares excelentes e outras públicas que dão medo! O importante é saber escolher direito onde irá estudar e contribuir para o crescimento do reconhecimento de sua instituição através de boas práticas de estudo, pesquisas, etc.
    Abs!

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  89. Eu cursei a faculdade Estácio de Sá: sem fama e, muitas vezes, mal falada.
    Eu fiz a minha carreira. Não foi a faculdade. Trabalhei em ótimas empresas, onde aprendi muita coisa.
    Fiz pós-graduação no IBMEC e estou terminando outra na FGV.
    Hoje, nem notam a minha faculdade. Só veem a minha experiência e as minhas pós.

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  90. É isso aí, Renata! Parabéns pela garra e atitude! A faculdade contribuí para a formação do profissional, mas não é tudo. Acho que a busca constante por aperfeiçoamento, especialização e educação é que são o diferencial de um profissional de qualidade, dentre outras coisas.
    Abs!

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  91. Quem faz a "fama" da faculdade são os alunos. Me formei em uma faculdade que não tem tradição na área mas, considero uma das melhores experiências que tive. Me sinto uma profissional competente e pronta para disputar o mercado com qualquer outro profissional formado por faculdade tradicional, ou "famosa".

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  92. Concordo plenamente, Marcia. Fama não é garantia de qualidade. Faculdades sem grife podem ser tão boas quanto ou melhores que as tradicionais famosinhas. E a participação e interesse do aluno na própria formação fazem toda a diferença em sua vida profissional.

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  93. Christina, embora pareça, não estamos falando de coisas tão diferentes assim. Meu foco é na construção da personalidade; o seu está no caráter de comunicação (comunicação= tornar comum; compartilhar). Quando você apresenta as redes sociais como evolução do movimento associativo "tradicional", sob a forma de Centro Acadêmico, você se preocupa com a democratização da informação e sua difusão. Eu lhe apresento um contraponto que merece atenção: a produção de cultura e o desenvolvimento do ato artístico e criativo. A internet é bidimensional enquanto o espaço compartilhado por seres humanos, em suas relações pessoais fora do mundo digital, pode ser multidimensional. A polissemia é fundamental para o amadurecimento intelectual.
    Você não precisa defender os jovens de hoje, porque existem vários tipos de "jovens de hoje": não me parece conveniente analisá-los no atacado. Mas é necessário observar que mídia, visibilidade e espaço para debate são inúteis quando o que se debate foi agendado por meios de comunicação de massa muito mais eficientes e oniscientes do que o que existia até bem pouco tempo atrás.
    O diabo, num mundo onde há muita informação, produzida numa velocidade muito maior do que a gente pode assimilar, é escolher o que deve ser escutado, pensado e debatido. Nesse aspecto, a conversa de boteco, após um show de jovens artistas experimentalistas, é muito mais proficiente do que os fóruns digitais.
    Volto, portanto ao que iniciou a nossa troca de ideias: vida acadêmica é fundamental para a formação profissional.

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  94. Ney, eu também defendo a vida acadêmica e suas experiências como fator importantíssimo na formação de profissionais. Acho que a beleza (poético, não?!) da internet e suas redes sociais etá justamente em oferecer direto de escolha sobre o que é uma informação interessante ou importante para você. O convívio diário, juntamente com as indicações e compartilhamento de assuntos, ajudam cada indivíduo a fazer essa escolha e a debater diversos temas.
    Entendo seu ponto de vista quanto à experiência do encontro, da improvisação, criatividade e interação que centros acadêmicos proporcionam, mas acho que isso também é possível na internet. Uma coisa não exclui a outra. Acho até que o centro acadêmico é mais saudável e enriquecedor que a rede, porém a net é mais ampla, dinâmica e cosmopolita. São possibilidades diferentes e complementares.
    Gostei do nosso debate e acho que ele rende um tema interessante para um próximo post. Farei isso! Obrigada!

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  95. Christina e demais amigos:

    Ja senti isso na pele, porem consegui em algumas entrevistas provar ter a capacidade em fazer parte dos colaboradores da empresa.
    Mas não somente esse item que pesa, em outras regiões tambem o fator de voce ser ou não da cidade/Estado, o famoso QI , "quem indica e etc.

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  96. Acredito que o nome da faculdade interfere na escolha de um candidato, mas tbm é necessario que na hora da entrevista, possa mostrar conhecimento e segurança, a experiencia conta muito nessa hora.

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  97. Concordo, José Roberto. A entrevista é o momento onde o candidato, independente da grife de sua faculdade, irá demonstrar o seu potencial. Experiências em estágios, iniciação científicas e afins irão ser um diferencial importante.

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  98. Christina,

    Como você pode notar no que escrevi anteriormente, me decepcionei com ALGUMAS DELAS, que significa que não foram com todas e, portanto, não pode ser considerada como uma generalização.

    É evidente que, no nosso país, temos ilhas de conhecimento e pessoas interessadas em repassar e alunos interessados em aprender...

    Infelizmente não temos como fazer um ranking, apesar de algumas iniciativas terem tentado, pois não sabemos quais interesses estão agindo por de trás das "câmeras"...

    Abs!

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  99. Humberto, falei de uma forma genérica quando disse que "não podemos generalizar". Desculpa se dei a entender que falava especificamente de você. Entendi perfeitamente que esse não é o seu caso. Quanto ao ranking, acho que cada um deve fazer o seu, através de pesquisas como as que sugeri no texto, de acordo com os seus interesses, necessidades e objetivos.
    Abs!

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  100. Adiscução acredito ue pode ser resumida em uma disputa entre o ideal e a prática atual.

    Ouço isso de muitas pessoas que podem estar perdendo um excelente profissional por este não ter tido a chance de mostrar seu real potencial, mesmo oriundo de uma faculdade ruim.

    Na prática e em minha experiência que não é grande não vi isso acvontecer. Não conheci nenhum profissional destas chamadas faculdades menosprezadas ou de segunda categoria terem uma carreira meteórica. Eles recebem a chance e começaram a entrar em processo de desenvovimento, pela minha pouca experiência demorarei um tempo para ter visto diversos casos e ver os resultados.
    Contudo já vi diversos destas faculdades mostrarem-se uma decpção, principalemnte no quesito técnico e cultural.

    Já de faculdades de grifes também não vi ninguem ter um carreira meteórica, mas até hoje não vi nenhum destes ser uma decpção.

    Este argumento meu não conclui a discução e nem tão pouco refuta, apenas mostra uma questão nivelada pelo outro lado.

    As faculdades que se importam e criar excelentes profissionais, mesmo sem grifes veem se mexendo e tentando melhor sua qualidade, contudo isso leva tempo.

    Exemplo disto é a FIAP, faculdade recem criada em São Paulo, com um bom histórico, contudo o resultado não é excelente ainda, conversando com parte do corpo docente e discente, os mesmos reclamam e apontam que a falata de um disputa de vestibular mais acirrada faz com que os mesmos ainda não conseguam selecionar os seus alunos, tendo um processo seletivo ruim, o que acarreta em não poderem aumentar as exigências do curso.

    Quando ouvi isso ontem me deparei om a seguinte questão, de uma forma ou de outra, estas faculdades selecionam os seus alunos e depois os moldam.

    Não é só porque a faculdade é de grife, contudo determinadas empresas possuem afinidade com este profissional que é formado, pelas suas práticas cotidianas, forma de pensar e mais importante agir.

    Será que é só grife, antes de falarmos isso deveriamos comparar quais as competências comuns nestes candidatos nas faculdades de primeira linha com os de outras faculdades.

    Gostaria que existissem mais provas como a da OAB, para evitar o comércio de diplomas que existe hoje em dia.

    Mas sem este controle acontece coisas terriveis o mercado de trabalho, onde um recem formado tem de ser totalmente formado pela vida e não pela faculdade, em termos de competêcnias técnicas.

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  101. Clauver, não estou me referindo a profissionais oriundos de faculdades ruins ou de segunda categoria. A discussão é exatamente para desmistificar o fato que toda faculdade famosa (de grife) tem qualidade superior àquelas que não são famosas. Só isso. Há faculdades relativamente novas que possuem muita qualidade, mas os recrutadores não se interessam sequer em avaliar a instituição em questão devido ao pré-conceito de que apenas as faculdades famosas são boas e formam bons profissionais. É isso.

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  102. Hoje em dia muitos professores dão aulas em faculdade de "grife" e ao mesmo tempo em faculdade "sem fama". Por exemplo minha faculdade Novos Horizonte (tem apenas 10 anos) obteve uma nota maior na avaliação do MEC no curso de Administração e Ciências Contábeisdo que PUC e Newton Paiva. A questão vai mais do profissional docente. Tem tanta faculdade renomada com péssimos professores. Infelizmente as empresas ainda não abriram a visão para esse asunto.

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  103. E ainda tem isso, Gisele. Muitos professores dão aulas nos dois tipos de instituição. Talvez esse fato ajude a desmistificar essa questão um pouquinho.

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  104. No meu ponto de vista a unica diferença é o nome da Faculdade, me formei na Unip e tenho tanto conhecimento quanto um amigo que cursou FGV, tanto que cheguei a fazer trabalhos academicos para ele e ele ficou com 10 de nota no mesmo. Tenho certeza que tenho mais conhecimento do que muitos que estudaram em Faculdade de "grife". Os recrutadores e as empresas deveriam mudar a maneira de pensar, pois o que importa em um profissional é o conhecimento, e não a Universidade que ele se formou.

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  105. É isso mesmo, Sandra. O que importa é o conhecimento e a qualidade da instituição, que não está obrigatoriamente associada à fama.

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  106. Christina.

    Este é um assunto sem fim.

    É lógico que quando pensamos em grife, seja lá qual for o tema ou assunto, queremos qualidade, algo mais.

    Se não falha a memória, você abriu essa discussão dizendo que algumas pessoas, "recrutadores, empresários e até alunos", valorizam certos nomes (Faculdades/Universidades). Ou seja, isto está totalmente conectado a qualidade, eficiência, infraestrutura, etc...

    Como havia dito, respeito à opinião porque o assunto é complexo e de vários gostos e opiniões. Estamos falando de um universo de faculdades/universidades, e, pode ser que neste universo encontramos uma não grife que preencha a todos os requisitos, mas, uma coisa é certa...

    Boa parte das grifes, fazem a diferença.

    MB

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  107. É mesmo, Marcos. Mas o debate é sempre interessante e enriquecedor, pois através deles podemos ampliar nossos horizontes e ganhar novos argumentos ou pontos de vista.
    O fato de recrutadores, empresários e até alunos valorizarem a grife não significa que "isto está totalmente conectado a qualidade, eficiência, infraestrutura, etc... ", pois eles podem estar errados.
    Agora, se boa para das faculdades de grife faz ou não diferença... ainda tenho as minhas dúvidas. A qualidade das sem fama está melhorando muito, por isso estou ampliando meu horizonte de busca de novos talentos. E olha que eu vim de uma faculdade com grife!

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  108. Eu posso citar fatos. Tenho dois filhos já rapazes. O primeiro formou-se em uma universidade federal conceituada não só no Brasil como também no exterior, em termos de ciências agrárias. O segundo filho não conseguiu passar no vestibular e formou-se, em veterinária, numa faculdade particular que INICIAVA o curso, NÃO tinha fama nenhuma e era ainda vivia uma fase experimental. Ambos, ao terminarem o curso, saíram empregados, sendo que o veterinário conseguiu emprego mais rapidamente e algo até mais, digamos, rentável. Concluí, na época, que duas coisas são importantes, sim: 1) O nome da universidade/faculdade conta, MAS se o aluno não se envolver, não estiver ligado no curso, não adianta muito, ou melhor, quase nada. 2) O meu filho que fez veterinária na faculdade "desconhecida" fez muitos trabalhos extracurriculares e participou de inúmeros seminários. Ele, de fato, amava o que fazia. E, ainda como estudante, já trabalhava "em campo". Já o outro filho não demonstrou muito esse interesse no início. Então, houve um contrabalanço. Agora, o filho que se formou na excelente universidade está fazendo MBA na Getúlio Vargas pois soube que, em termos de MBA, por exemplo, isso faz, SIM, toda a diferença, já não sendo mais como no curso de graduação, onde cada um se destaca de acordo com sua característica e não a da instituição em si. Espero ter ajudado... Um abração.

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  109. Herta, disse tudo! Obrigada pelo comentário e pelo exemplo dado. Acho que assim facilita muito o entendimento dessa questão.
    Abs!

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  110. Olá Christina,
    Muito boa discussão.
    Esse assunto "dá o que falar", pois sempre podemos pender para algum lado, dependendo do ponto de vista.
    Concordo com o texto, que diz que os interessados sempre buscam profissionais com currículos com cursos de grife para contratar.
    Concordo também com os que disseram que os cursos de grife tem mais a oferecer.
    Não acredito que os cursos de grife hoje no Brasil sejam apenas os de faculdades públicas.
    É claro que algumas delas ainda carregam um peso enorme como USP, UNIFESP, UNB, etc.
    Mas vale lembrar que vários outros cursos particulares são bem mais renomados do que cursos de escolas públicas como é o caso dos MBAs (FGV, FIA, etc).
    Acredito que seja como a Maria Heloiza disse, que a princípio, buscam mais grifes nos currículos de recém-formados. Mas a medida que se aperfeiçoam nas áreas necessárias e cursos de peso, isso passa a ficar em evidência.
    Como as gereções vivem mudando... e agora estamos vivendo a época da "geração Y", penso que os contratantes também devem modificar suas premissas, não?
    O mundo está cada dia mais dinâmico!

    Obrigada.

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  111. Concordo com a maioria das colocações. Existe um filtro para seleção e quem cursou uma faculdade com melhor reputação sai na frente. Por se tratar de um processo seletivo mais difícil, tem-se que os candidatos que cursam essas universidades são mais esforçados e estudiosos, o que pode ser enganoso, pois existem diversas situações e vários profissionais muito qualificados que não tiveram oportunidade de cursar uma faculdade de primeira linha.
    Eu mesmo posso servir de exemplo. Sou advogado desde 2001. Até hoje, trabalhei somente em 2 escritórios, sendo que o que estou atualmente, desde 2003. Não cursei faculdade de primeira linha. Fiz Comunicação Social. Fiz cursos extracurriculares. No final de 2009 comecei a estudar a temática da sustentabilidade e conheci meu partiner, que é pós graduado, mestrado, doutorado, pós doutorado; enfim; um profissional de altíssimo gabarito. Tenho um desejo inimaginável de fazer uma pós nessa área, mas infelizmente não tenho condições $$. Quero fazer uma pós em uma instituição de primeira linha, senão eu prefiro ficar sem o certificado. Eu não tenho pós na área de meio ambiente, mas certamente tenho tanto conhecimento quanto aqueles que cursaram uma, pois nesse período meu partner me ensinou tudo e mais um pouco sobre o tema.
    Hoje estou me desligando dos escritórios em que trabalho em busca de novos desafios, mas sinto uma grande barreira nos processos seletivos.
    Fico chateado, mas entendo que em diversas situações esse filtro é necessário.
    Mas alegar que faltam profissionais qualificados no mercado, como se tem divulgado em diversas publicações, isso eu absolutamente discordo.

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  112. Isso mesmo, Bruna! Concordo com sua colocação. Várias faculdades particulares são muito melhores do que as públicas. O negócio é saber pesquisar direitinho para não cair em uma roubada.
    As empresas ainda estão patinando para entender e geração Y e sua dinâmica, infelizmente. Concordo plenamente quando diz que os recrutadores deveriam modificar (aperfeiçoar) suas premissas. Essa atitude beneficiaria todos os envolvidos nesse processo.

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  113. Júlio, defendo que o engano está justamente na presunção de que aqueles que passaram em um vestibular mais concorrido ou em uma instituição famosa é mais estudioso e capaz do que os demais. Isso não é verdade. Não é todo mundo que deseja ingressar em uma dessas faculdades e por vezes esses nem chegam a fazer a prova. Por isso sou a favor de um processo de seleção para o emprego que averigue as qualidades do candidato (suas experiências, por exemplo) além da grife de sua faculdade.
    A existência de um filtro é necessária sim, mas grife não deveria ser um deles. Os recrutadores poderiam também pesquisar a estrutura dos cursos oferecidos no mercado antes de tachar uma faculdade de boa ou ruim baseados apenas na grife das mesmas.

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  114. Eu me formei na Universidade Guarulhos, instituição sem qualquer renome. O fato é que minha turma obteve nota 4 no Enade, somente outra universidade chegou com essa nota em 2009, além de nós. Mas os recrutadores não querem saber nada disso. No meu currículo, infelizmente, não coloco o nome da instituição que me formei por medo de ser cortado do processo seletivo por causa disso. Mas em todas as entrevistas que participei esse ano (aproximadamente 10) me perguntaram onde me formei. Acho totalmente discriminatório essa prática, mas fazer o quê???

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  115. O jeito é lutar contra isso, Felipe. Para isso, fale muito bem da sua faculdade quando perguntarem onde estudou. Conte da qualidade, das notas em avaliações e etc. Talvez assim ajude a diminuir esse preconceito. Falar abertamente sobre o assunto, debatê-lo, também contribui para acabar com essa prática.

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  116. Isso é uma grande bobagem, na minha opinião. Você tem de ser avaliado na prática, e não na teoria. Afinal, nenhuma faculdade do Brasil está à altura das tops do mundo. A USP, que é a "menos ruim", tá lá no posto 200, acho. Daí o camarada que se formou na USP fica "se achando", mas na verdade tá na periferia dos profissionais do mundo, a contar pela faculdade. Sou formada pela Unoeste, que é boa, mas não é conhecida em todo o Brasil, e nem por isso deixei de trabalhar até hoje por conta disso.

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  117. USP ??? Já vi em ranking mundial tipo 490 - educação superior no Brasil É MUITO RUIM (e fui professor universitário vários anos). E faculdade da India e China nas topo 10 em administração - por exemplo - e universidades desses paises e Rússia tipo 20~30 - ou seja, tem faculdade boa em paises emergentes sim.

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  118. Com certeza temos que provar o nosso valor através do nosso trabalho. A faculdade em si não diz muita coisa. Conheço péssimos profissionais que fizeram ótimas faculdades, inclusive no exterior, e ótimos profissionais que às vezes nem faculdade tem. O que diz quem somos são nossas atitudes. Infelizmente muitos recrutadores consideram sim a grife. Mas acredito que esse perfil já tenha mudado um pouco e deva mudar ainda mais. Alguém de vocês contrataria alguém que se graduou em EAD (Educação à distância)?

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  119. Felizmente os recrutadores já estão olhando com outros olhos a questão da Instituição de ensino em que o profissional se informou. Ainda têm algumas empresas, de grande porte, que ainda escolhem os profissionais que se formaram em determinadas Universidades, mas são poucas.
    Agora quanto a questão que a Fernanda colocou sobre as graduações em EAD eu já vejo a contratação com um certo receio, porque nem sempre a pessoa que recebe a certificação em um curso realizado à distância absorveu o conteúdo. Muitas vezes a certificação é dada somente por questões de frequência ou carga horária cumprida.
    Se a instituição que oferece o curso à distância tem bons métodos de avaliação para realmente comprovar que o aluno conseguiu adquirir o conhecimento passado aí sim eu não vejo problema nenhum na contratação deste profissional.
    Nos dois casos (formação presencial ou EAD) tem que se investigar a fundo o profissional, para saber qual é o perfil dele, tentar entender como são as atitudes que ele terá no dia a dia isso é o mais importante e não se ele se formou nesta ou naquela Universidade.

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  120. Com certeza Camila. Levantei essa questão justamente porque, presencial ou EAD, o aluno que não tá afim vai dar um jeitinho de se formar, mesmo sem absorver conteúdo. E a discussão deveria ser em relação ao profissional que ele é, a forma como ele interage com as pessoas, se ele é ativo nas atividades da faculdade ou sociedade. Esse profissional deveria ser valorizado, e não o local aonde ele estudou.

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  121. Ótima colocação, Luana. Comparadas com as demais faculdades do mundo, as instituições brasileiras não têm grife nenhuma, ainda mais qualidade superior. E, como bem disse o Roberto, não é porque somos um país emergente. Logo, não ha razão para esse preconceito.
    Fernanda, eu ainda tenho um pé atras em relação a essa questão do EAD . Sou muito cautelosa quanto a isso porque acho que o EAD (legítimo e honesto) exige uma disciplina e dedicação muito grande do aluno, e não é todo mundo que as têm ou possui estrutura para esse tipo de educação. Também há o problema (compartilhado por algumas instituições presenciais) da picaretagem, onde o aluno não estuda nada, não é avaliado, paga as mensalidades e "ganha" um título de graduação. Mais uma vez acho que uma boa pesquisa antes de ingressar em uma dessas instituições vale muito a pena.

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  122. ARWU é o ranking chinês, há vários deles.

    Tem um interessante feito na França que é onde se formaram os CEOs das 500 maiores empresas do mundo - a melhor cotada do Brasil uns anos atrás era o Mackenzie: Alain Beida (Alcoa), Carlos Gosh (Renault / Nissan), antigo CEO Petrobrás e mais uns gatos pingados.

    É melhor olhar por curso, não existe universidade que seja boa em tudo: Harvard, apenas como exemplo, não é a engenharia mais famosa, que é MIT, etc.

    No ranking de adminstração e engenharia (tipo Financial Times) aparecem as escolas chinesas e indianas.

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  123. Bom eu me formei na USCS e agora vou fazer a pós em MKT e Comunicação Integrada no Mackenzie, pois muitas vezes o nome da faculdade pesa... mas depois da pós ela é esquecida mesmo, por isso vou fazer em uma de melhor qualidade e de mais nome que a em que fiz minha graduação.

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  124. E a colocação da primeira faculdade do Brasil a aparecer na lista.... lá embaixo!!! Podemos melhorar isso, mas depende da boa vontade da instituição em participar dos testes e avaliações internacionais.
    Saulo, essa fórmula tem dado certo. Boa sorte!

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  125. Estudar em uma instituição reconhecida agrega valor ao seu currículo e, muitas das vezes, é o seu cartão de visitas. Porém, acredito que mais importante do que isso, é um corpo docente e infra-estrutura de qualidade. Além disso, sem o empenho e dedicação do aluno, nada disso tem valor.

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  126. Eu acho isso muito relativo. Acredito que o que vale não é a "fama" e sim a qualidade de ensino, embora a fama também pode ser resultado de boa qualidade. Vale também verificar se a faculdade é credenciada pelo MEC, pois é importante para não correr o risco de estudar em uma faculdade irregular. Mas acredito também que o interesse, a vontade de aprender, a participação em aula e o amor pelo que se faz é que torna o aluno um profissional capacitado, independente da faculdade que ele cursou.

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  127. É isso mesmo, Kelem. Tinha esquecido de citar no texto que realmente é importantíssimo verificar no MEC se a faculdade é credenciada. Nunca se sabe, não é mesmo? Ótima dica!

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  128. Tradicionalmente as chamadas escolas de grife têm corpo docente mais exigente por orientação da própria escola. Alguns detalhes que passam imperceptíveis aos olhos da maioria, como uma uma redação sem erros de ortografia e gramática, nas chamadas escolas de grife são cobrados com rigor. Analisando sob esse prisma, os recrutadores fazem disso um critério de primeiro filtro. Outro fato a destacar é a participação dos alunos das escolas mais bem conceituadas em programas de iniciação científica e a proficiência em outro idioma. Pode ser um detalhe, mas isso reflete em mais horas de estudo e pesquisa, muitas vezes usando os conhecimentos de Inglês.

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  129. Prezados,

    O mercado é seletivo, mas por vezes hipócrita, desculpe se estou sendo áspero nas palavras, mas como esperar de um ensino que foi massificado para atender a demanda, sem um mínimo de validação.

    Somente a partir do exame nacional de cursos é que as escolas se preocuparam em avaliar seus quadros docentes, mas isso é outra história e tem muito de politica em tudo.

    O fato de alguem cursar uma escola renomada faz com ele seja exigido na formação, pois os professores são mais exigentes, como já foi dito, mas não podemos esquecer o binômio aluno / mensalidades. As escolas levam isto em consideração.

    Entretanto, até como já foi dito, nenhum PHD garante qualidade na outra ponta, via de regra estes são pessoas pouco generosas, salvo melhor juizo e honrosas exceções, eles estão mais ligados em sua projeção pessoal e não acredito que dizer que foi aluno do PHD fulano de tal faça alguem ser melhor preparado que os outros.

    A regra geral é o aluno buscar sair do lugar comum, leia, leia tudo o que aparecer pela frente e busque nos professores exaurir suas dúvidas. Quando um aluno tem interesse no conteúdo qualquer que seja o professor, com ou sem vaidade, vai buscar ajuda-lo.

    Caso isso não ocorra estaremos jogando dinheiro fora e devemos buscar outra instituição. Acho dificil chegar a este ponto.

    Atualmente no mercado, até mesmo aqui na rede, vemos muitas pessoas que se prepararam em escola pouco famosas, mas que fizeram pós-graduação em renomadas instituições. Se houver então falha na preparação da graduação é preciso se preocupar então com os diplomas da pós-graduação.

    Sei de várias empresas que estabelecem as escolas que desejam receber CV, mas isto acredito ser muita arrogância, se comparado com o plano de carreira e salários pagos.

    No mais é se apresentar bem e soltar o verbo mostrando como está preparado que tudo vai dar certo.

    Espero ter contribuído e criticas são bem vindas ao meu ponto de vista, pois como disse devemos aprender sempre.

    Abraços

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  130. Se tem grife tem um motivo para tal! Não há como se sustentar no vazio. Maior parte do curso quem faz é o aluno, a instituição dá as condições para isso.

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  131. O que reparei sempre foi que as universidades sem griffe, levadas de forma séria, acabam por ter patamares de exigência muito elevados. Tornam-se griffes, após uns anos ou umas décadas. Atraem professores com sentido mais prático, os grandes oradores ficam para as griffadas. Só vejo vantagens nas mais desconhecidas. O fundamental é perceber se são sérias, consistentes, se vão durar. Quanto mais dificultarem a vida científica aos alunos e mais facilitarem as burocracias, mais perto estarão do bom. Ser de Harvard? Tinha umas notas razoáveis e o Pai tinha lá andado! So what? a menos que o empregador queira o filho do Pai.

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  132. Olá,
    li recentemente um livro: Outliers (Fora de Série), de Malcolm Gladwell que de alguma forma aborda esta temática de um ponto de vista que contraria o senso comum. Gladwell sustenta solidamente alguns argumentos outros nem tanto, mas penso ser uma leitura bastante interessante.
    Uma ideia que retirei é que, se estivermos face a um grupo de indivíduos excepcionais a "grife" da faculdade pouco conta, sendo mais determinante no seu sucesso a oportunidade que possam dispor para aumentar a sua proficiência. No livro podem encontrar uma lista dos mais recentes prémios nobel e a respetiva origem do nomeado. Não se consegue identificar claramente um padrão que comprove a supremacia das universidades de grife.
    Outra ideia, relacionada com a questão dos resultados práticos da contratação, é exposta no livro recorrendo à formação das equipas de topo de hoquei em gelo. Os jogadores de topo nasceram predominantemente no primeiro trimestre do ano. O período de seleção de jogadores faz com que aqueles sejam mais fortes do que os nascidos mais tarde (mais próximo das datas do processo de seleção). Ou seja, um miúdo que não tenha nascido no primeiro trimestre do ano terá muito poucas probabilidades de fazer parte da 1ª liga de hóquei em gelo, indendentemente da sua proficiência ou potencial porque na altura de ser selecionado para passar ao nível seguinte haverá miudos que serão maiores e mais fortes fisicamente e serão estes os que tipicamente são escolhidos permitindo-lhes um treino mais intenso aumentando a sua proficiência, catapultando-os para o topo.
    O fator "grife" pode estar a ser sobrevalorizado pelo mercado, mas a razão para tal poderá não ser atribuível apenas à qualidade da formação, mas também, e talvez principalmente, a fatores sociais (por exº classe social) e oportunidades conseguidas pelos recém formados nessas faculdades, que lhes permitem uma ascensão profissional mais evidente.

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  133. Eu também acredito que o empenho do aluno contribui muito para sua própria formação. Não basta a faculdade ser boa e o aluno medíocre. Por isso buscar incessantemente por conhecimentos, novos ou não, nos livros é sempre uma ótima dica. Ler possibilita o desenvolvimento do indivíduo e a expansão de seus horizontes.
    Estou gostando e aprendendo muito com esse debate!
    Obrigada!

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