Eu não topei! Um misto de revolta, idealismo e indignação me impediram de aceitar essas condições degradantes de trabalho. Comecei a fazer trabalhos freelas, pondo em prática aquilo que eu aprendi na faculdade de uma maneira não convencional. Mas foi isso que me manteve sã e me ajudou a enxergar que se eu quisesse trabalho digno (sem QI para ajudar) eu teria que ter mais do que talento e qualidade.
Também foi por causa desses trabalhos que eu consegui ser contratada para cobrir férias, licenças e fazer outros trabalhos temporários em grandes empresas. Isso me ajudou bastante! A grande rotatividade de empresas, os diversos tipos de chefia a quem eu respondia, os diferente padrões de trabalho e tudo mais me ajudaram a trabalhar melhor, ganhar experiência em várias áreas do jornalismo e a ler o mercado.
Não tive estabilidade, benefícios, férias, salário fixo, nem previdência. Arquei com todas as minhas despesas trabalhistas (tive muita ajuda da família nas despesas pessoais), levei calotes, passei raiva, mas tenho absoluta certeza que foi muito melhor do que aceitar aquela proposta (verdadeira!) humilhante.
Essa bagagem de conhecimento profissional e de vida era exatamente o que eu precisava para abrir a minha própria empresa de comunicação empresarial, a Comunicar 360º, em dezembro de 2009. Já que não existia emprego disponível na minha área com as condições que eu merecia, eu criei! Como eu gosto de dizer: se não existe, a gente cria! E hoje sou eu quem oferece emprego aos colegas!
